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Eleições 2026Brasil

Deputada Natália Bonavides é ameaçada de estupro e de esquartejamento

Parlamentar recebeu um e-mail com ameaças e informações pessoais de sua família. Provas foram encaminhadas para investigação das autoridades

05/09/2026 18:44
Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Natália Bonavides

A deputada federal Natália Bonavides (PT-RN), candidata à reeleição, recebeu um e-mail com ameças de estupro e de esquartejamento. Segundo ela, a mensagem também tinha informações pessoais de seus parentes como CPF e endereços residenciais.

O e-mail partiu hoje de um endereço de email encriptado (Proton.Me) e é atribuído à “Sociedade Secreta Carbonária”.

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O autor do crime diz que é “o verdadeiro rosto do terror aqui no Brasil, conhecido mundialmente como a Ku Klux Klan”.

“Você acha que sua carreira política vai salvá-la? Pense melhor”, escreveu.

Ele afirma querer violentar Natália Bonavides “enquanto respira e ocupa seu cargo”. “Seu destino está selado nestas palavras”, acrescentou.

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A deputada acionou Polícia Civil, Polícia Legislativa e Ministério Público Eleitoral, e entregou as provas para serem investigadas.

Deputada Natália Bonavides é ameaçada de estupro e de esquartejamento - destaque galeria
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Natália Bonavides recebeu ameaças de morte por e-mail
Em abril, Ratinho virou réu por falar em "metralhar" a deputada
Natália Bonavides é candidata à reeleição pelo PT do Rio Grande do Norte
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Natália Bonavides é candidata à reeleição pelo PT do Rio Grande do Norte

Divulgação PT
Natália Bonavides recebeu ameaças de morte por e-mail
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Natália Bonavides recebeu ameaças de morte por e-mail

Mariana Taccolini/Divulgação
Em abril, Ratinho virou réu por falar em "metralhar" a deputada
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Em abril, Ratinho virou réu por falar em "metralhar" a deputada

Twitter/SBT/Reprodução

Outras ameaças

Essa não é a primeira vez que a parlamentar é ameaçada de morte. Em 2024, foi recebida uma mensagem que dizia que ela seria levada para um canavial para “dar cabo dela”.

Em abril deste ano, o apresentador Ratinho virou réu na Justiça Eleitoral de São Paulo pela suspeita de violência política contra a mulher. A acusação ocorreu devido ao episódio em que ele falou em usar uma “metralhadora” para “eliminar” a deputada devido a um projeto de lei apresentado por ela.

Procurada pelo Metrópoles, a equipe da deputada disse, em nota, que a violência não pode ser normalizada no debate político.

“É violência política de gênero, alimentada pelo machismo e pela visão de mundo da extrema direita, que propaga o ódio contra mulheres que ocupam espaços de poder e não aceitam se calar”, declarou.

“Nesta mesma semana, fui alvo da perseguição de um candidato do PL, que tentou me intimidar enquanto me filmava e fazia xingamentos. Eles querem que tenhamos medo e que deixemos de ocupar os espaços de decisão”, acrescentou.

Ela disse que não irá recuar diante das intimidações. 

“Não vou recuar. Tenho muito trabalho pela frente e muita coisa para fazer pelo povo do RN e do Brasil. Enquanto eles escolhem o ódio, eu escolho continuar trabalhando, lutando e sorrindo, com coragem, para construir o país que o nosso povo trabalhador merece”, destacou.