Delegada diz que pastor Anderson controlava a vida de Flordelis

Barbara Lomba afirmou ainda que antes do crime, muitas pessoas da casa já estavam sabendo sobre o possível assassinato

atualizado 31/03/2021 8:35

deputada FlordelisRafaela Felicciano/Metrópoles

Rio de Janeiro – A delegada Bárbara Lomba Bueno, que comandou as fases iniciais das investigações sobre a morte do pastor Anderson do Carmo, disse nessa terça-feira (30/3), durante depoimento ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados, que parte das provas que ligam a deputada federal Flordelis dos Santos de Souza (PSD) ao assassinato do ex-marido estariam em mensagens trocadas pelos integrantes da família e obtidas pela polícia.

“Havia um núcleo [pessoas da família] muito próximo da deputada que tinha uma revolta contra a vítima em relação a invasão que o Anderson estava cometendo na vida de Flordelis. Tanto na vida profissional, quanto no exercício de seu mandato. Ele dizia como ela devia se posicionar e falava o que ela tinha que dizer em discursos. Havia uma interferência intensa do Anderson na vida de Flordelis”, afirmou a delegada.

Ainda no depoimento, Barbara Lomba disse que, antes do crime contra Anderson, muitas pessoas da casa já estavam sabendo do possível assassinato.

Bárbara foi substituída da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG) no ano passado. No lugar dela, entrou Allan Duarte Lacerda, ex-chefe da 127ª DP (Búzios), na Região dos Lagos.

Flordelis e mais 10 pessoas são rés no processo que julga os responsáveis pela morte de Anderson do Carmo. Em depoimento, testemunhas de acusação afirmam que a deputada orquestrou a morte do marido. A parlamentar nega participação no crime.

Na defesa, a deputada afirma que existe erro na conclusão das investigações e alega que não pode ser julgada e condenada antes que todo o processo seja concluído. Segundo ela, a mandante do assassinato foi a filha Simone.

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