Câmara diz à Justiça que Flordelis pode participar on-line de sessões
Ofício é uma resposta à 3ª Vara Criminal, que recebeu relatório da Seap com irregularidades no uso da tornozeleira eletrônica pela deputada

Rio de Janeiro – O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, (PP-AL), informou à Justiça do Rio de Janeiro que a deputada federal Flordelis dos Santos Souza (PSD-RJ) tem como participar das sessões de Plenário, das Comissões e do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar por sistema remoto, ou seja, pela internet.
O comunicado, do último dia 23, foi feito ao 3º Tribunal do Júri, em Niterói, onde a deputada é acusada de ser a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, em junho de 2019. O pedido de informação à Câmara, da juíza Nearis Arce, aconteceu porque agentes da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap) identificaram irregularidades no uso da tornozeleira eletrônica da parlamentar de outubro a fevereiro, como desligamento por 17 horas.

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Ver todasNo documento ao qual o Metrópoles teve acesso, Artur Lira explicou que “Resolução 14/2020, da Câmara dos Deputados, regulamentado pelo Ato da Mesa n. 123/2020, autorizou o funcionamento do Plenário, das Comissões e do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar durante a Covid-19, via sistema de deliberação remota”.
O novo modelo foi regulamentado no último dia 20. Lira ressaltou ainda que o exercício parlamentar em reuniões de comissões e plenário. Flordelis por causa da morte do marido responde na Casa a processo por quebra decoro parlamentar que pode levar à perda do cargo.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesFlordelis responsabiliza filha por morte do marido
Em entrevista concedida ao programa “Conversa com Bial”, da TV Globo, na madrugada desta sexta-feira, ela responsabilizou a filha biológica Simone dos Santos Rodrigues pela morte do marido. Em janeiro deste ano, Simone afirmou, em depoimento ter encomendado o assassinato do padrasto junto a uma irmã Marzy Teixeira.
Para a polícia e para o Ministério Público do Rio, porém, a mentora intelectual da execução foi a própria deputada. Procurado, o advogado de Flodelis, Anderson Rollemberg não respondeu.



