Câmara diz à Justiça que Flordelis pode participar on-line de sessões

Ofício é uma resposta à 3ª Vara Criminal, que recebeu relatório da Seap com irregularidades no uso da tornozeleira eletrônica pela deputada

atualizado 29/03/2021 14:08

FlordelisRafaela Felicciano/Metrópoles

Rio de Janeiro – O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, (PP-AL), informou à Justiça do Rio de Janeiro que a deputada federal Flordelis dos Santos Souza (PSD-RJ) tem como participar das sessões de Plenário, das Comissões e do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar por sistema remoto, ou seja, pela internet.

O comunicado, do último dia 23, foi feito ao 3º Tribunal do Júri, em Niterói, onde a deputada é acusada de ser a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, em junho de 2019. O pedido de informação à Câmara, da juíza Nearis Arce, aconteceu porque agentes da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap) identificaram irregularidades no uso da tornozeleira eletrônica da parlamentar de outubro a fevereiro, como desligamento por 17 horas.

No documento ao qual o Metrópoles teve acesso, Artur Lira explicou que “Resolução 14/2020, da Câmara dos Deputados, regulamentado pelo Ato da Mesa n. 123/2020, autorizou o funcionamento do Plenário, das Comissões e do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar durante a Covid-19, via sistema de deliberação remota”.

O novo modelo foi regulamentado no último dia 20. Lira ressaltou ainda que o exercício parlamentar em reuniões de comissões e plenário. Flordelis por causa da morte do marido responde na Casa a processo por quebra decoro parlamentar que pode levar à perda do cargo.

Flordelis responsabiliza filha por morte do marido

Em entrevista concedida ao programa “Conversa com Bial”, da TV Globo, na madrugada desta sexta-feira, ela responsabilizou a filha biológica Simone dos Santos Rodrigues pela morte do marido. Em janeiro deste ano, Simone afirmou, em depoimento ter encomendado o assassinato do padrasto junto a uma irmã Marzy Teixeira.

Para a polícia e para o Ministério Público do Rio, porém, a mentora intelectual da execução foi a própria deputada. Procurado, o advogado de Flodelis, Anderson Rollemberg não respondeu.

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