Delator da trama golpista, Mauro Cid terá aposentadoria antecipada
Exército autorizou pedido de Mauro Cid, que vai integrar a reserva remunerada das Forças Armadas a partir de fevereiro
atualizado
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O Exército autorizou a aposentadoria antecipada para Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, condenado pela participação na trama golpista. A decisão foi assinada pelo comandante, general Tomás Paiva, nessa terça-feira (27/1).
A partir de 1º de fevereiro, Mauro Cid fará parte da reserva remunerada do Exército. Com isso, ele não exercerá mais função e nem prestará serviços ao Exército, mas fica à disposição para ser convocado em eventualidades.
Em agosto do ano passado, Cid havia feito o pedido de aposentadoria. Ele tem 29 anos e seis meses de tempo de serviço militar e vai aposentar por “cota compulsória”. O tempo mínimo exigido para Cid seria normalmente de 31 anos.
Cid se aposentará como tenente-coronel, sem o direito de ir para a reserva com uma patente acima, como ocorre com militares que cumpriram o tempo mínimo de serviço.
Condenação e delação na trama golpista
Cid atualmente cumpre a pena de 2 anos de prisão pela condenação na trama golpista em regime aberto. Ele fechou acordo de delação premiada no processo que resultou na condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão.
O militar foi julgado em 11 de setembro, com Bolsonaro e outros aliados, no processo que apura a tentativa de golpe de Estado. Cid recebeu pena mais branda entre todos os condenados no processo, por ter delatado os outros réus.
A delação de Cid foi uma dos principais pontos no julgamento que condenou pela primeira vez um ex-presidente do Brasil por tentativa de golpe de Estado.
