Defesa diz ao STF ter provas de que Filipe Martins não usou LinkedIn. Vídeo
Filipe Martins foi preso em uma penitenciária em 2 de janeiro, após, segundo o STF, descumprir medidas cautelares de não usar redes sociais
atualizado
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O advogado Jeffrey Chiquini, que faz a defesa de Filipe Martins, fez uma nova petição no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (6/1) pela liberdade do ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro. Filipe foi preso em regime fechado há quatro dias, após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitar denúncia de uso das redes sociais dele, o que está vetado pela Justiça.
“Ele deverá ser colocado imediatamente em liberdade. Conforme dissemos, que ele não acessou o LinkedIn, agora temos a prova documental. Filipe Martins foi preso injustamente e novamente de forma ilegal”, afirmou Chiquini, após entrar com o recurso.
Martins, um dos condenados na trama golpista, foi preso pela Polícia Federal (PF) no último 2 de janeiro, após, segundo o STF, descumprir medidas cautelares. Ele cumpria prisão domiciliar por determinação de Moraes, medida adotada após a fuga de Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Na decisão, Moraes afirmou que, em 26 de dezembro de 2025, Martins obteve a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar, condicionada ao cumprimento de diversas restrições, entre elas a proibição de uso de redes sociais, de forma direta ou indireta. No entanto, foi juntada aos autos a informação de que o condenado teria utilizado uma plataforma digital, o que levou à intimação da defesa para apresentação de esclarecimentos. Após a manifestação dos advogados, o relator concluiu que houve descumprimento da cautelar efetivo.
A defesa apresentou o que diz ser um relatório do próprio Linkedin informando que o último acesso foi em 2024 e feito por um advogado de Martins a partir dos Estados Unidos. Veja:

Em vídeo, Chiquini apresenta um relatório de logins da plataforma que mostra que o último acesso na conta teria sido em setembro de 2024 (Martins foi colocado em liberdade no mês anterior, em agosto).
“Provavelmente esse acesso em setembro de 2024 foi feito pela equipe de advogados nos Estados Unidos, porque o IP que aparece aqui é um IP nos Estados Unidos,” afirma o defensor. “Agora o Brasil está vendo que o que sempre dissemos é a verdade: nem Filipe Martins, nem nós da sua defesa, acessamos o LinkedIn. Aquela denúncia feita pelo coronel aposentado é falsa e mais, sequer havia proibição de acessar rede social,” continuou o advogado, mostrando a decisão de Moraes que mencionava postagens e não o login em contas de redes sociais.
No site do STF é possível verificar que a petição foi de fato protocolada e que o processo foi enviado para análise do ministro responsável, no caso, Alexandre de Moraes. A reportagem entrou em contato com a assessoria da Corte e aguarda resposta.
