Defensoria entra com ação pedindo R$ 200 milhões de Carrefour e Vector

Ação civil pública coletiva é motivada pela morte de João Alberto Silva e pede indenização milionária por danos morais coletivos e sociais

atualizado 25/11/2020 14:59

Manifestação pela morte de João Alberto Freitas, um homem negro, em Carrefour de brasília 13Jacqueline Lisboa/Especial Metrópoles

A Defensoria Pública do Rio Grande do Sul entrou com uma ação civil pública coletiva contra o Carrefour e a empresa de segurança Vector em decorrência da morte de João Alberto Silveira Freitas, que foi espancado em uma unidade da rede de supermercados em Porto Alegre na quinta-feira (19/11).

A ação pede uma indenização de R$ 200 milhões pelos danos morais coletivos e sociais. O valor, ao fim  do processo, deverá ser destinado a fundos de combate a discriminação, defesa do consumidor e causas semelhantes.

A Defensoria também pede a interdição da unidade por cinco dias para diminuir os riscos de “possíveis atos hostis” que podem ocorrer nas manifestações.

Além disso, solicita que a rede Carrefour crie em Porto Alegre, em 10 dias, um plano de combate ao racismo e tratamento discriminatório voltado para funcionários. E, no mesmo sentido, que elabore campanhas de conscientização em redes sociais e mídia em geral.

A instituição pede ainda que os réus custeiem o aparelhamento material da Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância (DPCI), anunciada recentemente pelo governo do estado. Também exige que os mesmos paguem os gastos utilizados pela Brigada Militar nas ações que foram realizadas para fazer a segurança nos locais onde ocorreram manifestações.

0

 

 

Últimas notícias