Datafolha: 46% dos brasileiros veem piora da economia
Percepção negativa sobre a economia do Brasil cresceu cinco pontos percentuais, em relação a dezembro do ano passado
atualizado
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O percentual de brasileiros que veem piora na situação econômica do país chegou a 46%, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira (10/3). O índice aparece entre o melhor resultado do goveno Lula, que foi de 35% em 2023, e o pior, registrado em abril de 2025, quando 55% dos entrevistados apontaram piora da economia.
Nos últimos meses, no entanto, a percepção negativa aumentou. Em relação ao levantamento realizado em dezembro do ano passado, o percentual dos que consideram que a economia piorou subiu cinco pontos percentuais. Já a parcela dos que acreditam que a situação econômica melhorou caiu de 29% para 24%.
A avaliação negativa aparece de forma relativamente semelhante entre diferentes faixas de renda, mantendo-se próxima dos 46%. A exceção está entre os entrevistados com renda superior a 10 salários mínimos, grupo no qual 69% afirmam que a economia piorou.
Preferência eleitoral
O levantamento indica também diferenças conforme a preferência eleitoral. Entre os que pretendem votar em Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições deste ano, 77% dizem que a situação econômica piorou. Entre o eleitorado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o índice é de 14%.
Ao todo 2.004 pessoas de 16 anos ou mais foram entrevistadas pelo Datafolha em 137 municípios, entre os dias 3 e 5 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Brasileiros pessimistas
O estudo também aponta uma visão mais pessimista dos entrevistados, com expectativa de aumento do desemprego e da inflação.
Segundo o levantamento, 48% dos entrevistados acreditam que o desemprego vai crescer. Em junho do ano passado, esse percentual era de 42%.
A pesquisa também indica preocupação com a inflação. Para 61% dos brasileiros, os preços devem subir nos próximos meses. O índice tem se mantido próximo desse patamar há cerca de um ano: era de 62% em abril e de 59% em junho de 2025.
