Damares pede “perdão” ao PT por não ter acreditado em ataques a Moraes

Senadora declarou que conservadores erraram ao não acreditar no partido, que foi contra a indicação do ministro ao STF em 2017

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Vinicius Schmidt / Metrópoles
Damares Alves
1 de 1 Damares Alves - Foto: Vinicius Schmidt / Metrópoles

De forma irônica, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) pediu “perdão” ao Partido dos Trabalhadores (PT) por não acreditar na sigla quando criticaram a indicação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes à Corte em 2017.

Segundo a parlamentar, os conservadores não acreditaram quando petistas como a ministra de Relações Institucionais Gleisi Hoffmann e o ex-deputado Jean Wyllys foram contra a indicação de Moraes ao STF, feita pelo ex-presidente Michel Temer.

“Eu quero encerrar, em nome dos conservadores, pedindo perdão ao PT. Quero fazer esse registro público. Quero também pedir perdão à ministra Gleisi [Hoffmann]. Queremos pedir perdão ao ex-deputado Jean Wyllys, ao senador Randolfe [Rodrigues] e aos acadêmicos, que, durante a sabatina do Alexandre de Moraes, avisaram a nós que ele era um tirano. Nós, conservadores, não acreditamos”, disse Damares.

A senadora declarou que os conservadores erraram, mas agora “estão abrindo os olhos”.

A declaração foi dada na última quarta-feira (6/8), em entrevista coletiva da oposição no Senado.

Veja: 

Como o Metrópoles mostrou, na época da sabatina de Moraes no Senado, Gleisi afirmou que o ministro era uma ameaça à democracia no Brasil e o acusou de perseguir opositores.

“O indicado (Moraes) é um militante partidário convicto, aliás, com posicionamentos externados, e filiado (ao PSDB). Nós temos posicionamentos até de perseguição política por parte do indicado (Moraes) em relação ao PT”, disse Gleisi, à época senadora, durante o processo de sabatina. “Reiteramos aqui a preocupação com seus posicionamentos no Supremo, especialmente em relação à democracia”, prosseguiu.

Oito anos depois, Gleisi mudou totalmente sua posição e hoje milita em apoio ao ministro – alvo de sanções do governo Donald Trump acusado de perseguir políticos de direita, em especial o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Impeachment de Moraes

Nessa quinta-feira (7/8),  a oposição conseguiu 41 assinaturas e entrou no Senado com um pedido de impeachment contra o ministro. Em um esforço concentrado após Moraes determinar a prisão domiciliar de Bolsonaro, a oposição buscou nos últimos dias as assinaturas necessárias para protocolar o pedido.

Com isso, os líderes da oposição anunciam nesta manhã o fim da obstrução aos trabalhos do Senado e da ocupação da Mesa Diretora. Agora, os parlamentares ligados a Bolsonaro vão se concentrar em pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a iniciar esse processo de impeachment contra Moraes. A decisão cabe a ele.

Caso o senador Davi Alcolumbre aceite iniciar o processo de impeachment de Moraes, para que o impedimento ocorra de fato, são necessários os votos de 54 senadores, dois terços do total de 81.

Alcolumbre, porém, disse ao colégio de líderes que não pautará o impeachment do ministro nem se todos os integrantes da Casa assinarem o requerimento.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?