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CPMI tem confusão entre Zé Trovão e advogado do “Careca do INSS”

Briga aconteceu em oitiva do lobista e empresário considerado operador financeiro do esquema bilionário de fraudes em benefícios do INSS

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
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1 de 1 cpmi inss 25-9 - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi suspensa por alguns momentos, nesta quinta-feira (25/9), no início da oitiva do empresário e lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. O motivo foi uma briga entre o advogado de Antunes, Cleber Lopes, e os parlamentares que compõem o colegiado.

A briga começou quando o “Careca”, apontado como um dos principais operadores do esquema que desviou milhões de aposentados e pensionistas, disse que não responderia aos questionamentos do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), porque ele havia o chamado de “bandido”.

“Está presente aqui o autor do maior roubo aos aposentados e pensionistas da história do Brasil”, disse Gaspar.

Em seguida, os ânimos afloraram e o advogado de Antunes ficou nervoso. Enquanto se manifestava, o deputado federal Zé Trovão (PL-SC), levantou e foi em direção ao defensor. “Cala a boca, você não tem direito de falar”, berrava o parlamentar.

Assista ao momento:

A sessão foi suspensa em seguida pelo vice-presidente do colegiado, deputado Duarte Jr. (PSD-MA), que tentou acalmar os ânimos, mas sem sucesso. Acionou, portanto, a Polícia Legislativa.

O presidente, Carlos Viana (Podemos-MG), saiu da sala porque foi dar seu voto em outra comissão que acontecia concomitante.

O “Careca” chegou a se levantar para se retirar da sala, mas foi convencido a ficar.

A oitiva foi retomada minutos depois, quando a situação foi acalmada. Antunes, porém, seguiu sem responder às perguntas do relator. Ficou, inclusive, afastado do microfone.

O deputado da base governista Paulo Pimenta (PT-RS) conversou com o advogado para costurar um pedido de quietude para continuar a sessão.


A Farra do INSS

  • O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.
  • As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela PF e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela corporação na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23 de abril e que culminou nas demissões do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e do então ministro da Previdência Social, Carlos Lupi.

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