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Vice-presidente de CPMI espera que Careca do INSS saia preso de oitiva

“Careca do INSS” é um dos principais personagens do esquema bilionário de fraudes. Depoimento está marcado para a próxima segunda (15/9)

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deputado duarte jr 4
1 de 1 deputado duarte jr 4 - Foto: BRENOESAKI/METRÓPOLES

O deputado Duarte Jr. (PSD-MA), vice-presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), declarou, nesta segunda-feira (8/9), que espera que Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, saia preso do depoimento que prestará no colegiado. A oitiva está marcada para a próxima segunda (15/9).

“Meu aniversário é dia 15 de setembro, segunda-feira, e vou ganhar de aniversário a oitiva, frente a frente, olho no olho, com o Careca do INSS. Espero que ele saia dali preso. É o melhor presente que eu posso receber e o povo brasileiro”, disse o deputado, em entrevista ao programa Acorda Metrópoles.

Veja a entrevista:

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O vice-presidente da CPMI do INSS, deputado Duarte Jr, concede entrevista ao programa Acorda Metrópoles
O vice-presidente da CPMI do INSS, deputado Duarte Jr, concede entrevista ao programa Acorda Metrópoles
O vice-presidente da CPMI do INSS, deputado Duarte Jr, concede entrevista ao programa Acorda Metrópoles
O vice-presidente da CPMI do INSS, deputado Duarte Jr, concede entrevista ao programa Acorda Metrópoles
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O lobista que ganhou o apelido de “Careca do InSS” é um dos principais personagens do esquema bilionário que realizava descontos indevidos na folha de pagamento de aposentados e pensionistas. A investigação aponta que ele recebeu repasses milionários das entidades investigadas e é suspeito de operar pagamento de propina a ex-diretores do instituto de Previdência Social e ao ex-procurador-geral do órgão.

Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS
Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS

O “Careca do INSS” tinha procurações das associações para atuar em seus nomes perante o INSS. Quebras de sigilo bancário mostraram pagamentos dele e de suas empresas a parentes de ex-dirigentes do INSS. Ele foi acusado de receber 27,5% de cada desconto sobre aposentadorias que conseguia para o grupo.


Caso revelado pelo Metrópoles

escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.


Carlos Lupi na CPMI

Nesta segunda, a CPMI do INSS ouve o ex-ministro da Previdência Social Carlos Lupi, que chefiou a pasta de janeiro de 2023 a maio de 2025. A sessão está marcada para 16h.

Lupi pediu demissão em 2 de maio, cerca de 15 dias após a operação da Polícia Federal (PF) que mapeou cobranças indevidas feitas por entidades na folha de pagamento de aposentados e pensionistas.

O que pesou contra o ministro, contudo, não foi a investigação em si, na qual ele não foi citado até agora, mas sua inação diante de sucessivas reportagens do Metrópoles e alertas da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre as fraudes, como mostrou a coluna de Fabio Serapião.

Próximas oitivas

Na próxima quinta-feira (11/9), às 9h, a Comissão ouvirá o depoimento de José Carlos Oliveira, ex-ministro da Previdência durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Ele também foi presidente do INSS.

José Carlos é um dos citados pela PF nos documentos da operação Sem Desconto, deflagrada no final de abril. A apuração aponta para transações suspeitas do ex-ministro relacionadas ao assessor de uma das entidades suspeitas de descontos indevidos.

Na quinta-feira seguinte (18/9), quem vai depor ao colegiado é o empresário Maurício Camisotti, que controlava três entidades que faturaram mais de R$ 1 bilhão com a farra dos descontos indevidos.

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