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CPMI do INSS: senadora e relator batem boca: “Tigrão para cima de mim”

Eliziane Gama disse que o relator, Alfredo Gaspar, trata mulheres e homens com diferença. Ele disse que ela teme que a irmã seja convocada

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Hugo Barreto/Metrópoles
Senadora Eliziane Gama, relatora da CPMI durante Comissão Parlamentar Mista de Inquérito CPMI do 8 de Janeiro musk - Metrópoles
1 de 1 Senadora Eliziane Gama, relatora da CPMI durante Comissão Parlamentar Mista de Inquérito CPMI do 8 de Janeiro musk - Metrópoles - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) e o relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), protagonizaram um bate-boca nesta quinta-feira (18/9).

“Quero dizer para o senhor tratar as mulheres como o senhor trata os homens. O senhor trata com muito respeito e muita educação, as mulheres também precisam ser tratadas com a mesma educação”, disse a senadora.

Veja:

Em resposta, Gaspar declarou que a comissão “não é um circo”, e pediu respeito: “Isso aqui não é um circo. A senhora me respeite. Eu não tratei ninguém mal”.

Eliziane interrompeu e o chamou de “tigrão”. “Vai vir de tigrão para cima de mim? Me respeite o senhor, deputado. Vossa Excelência pensa que está falando com quem? Quando é para falar com mulher é desse jeito, mas com homem é de uma educação”.

O relator falou, então: “A senhora não se preocupe. A senhora está preocupada com sua irmã ser convocada”.


Farra do INSS

escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.


O advogado Nelson Wilians é o primeiro a participar hoje do colegiado criado no Senado para investigar as fraudes bilionárias que prejudicaram aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). A fraude foi relevada pelo Metrópoles.

“Lesar milhões de aposentados é atentado de proporções inaceitáveis”, afirmou. Ele alegou, ainda, que não conhece o Careca do INSS. “Não tenho qualquer participação nas fraudes do INSS”, repetiu Wilians, várias vezes, ao longo da CPMI.

A partir de então, nervoso, Wilians usou a frase “Reafirmo que nada tenho a ver com o objeto desta CPMI” reiteradamente para evitar os demais questionamentos dos parlamentares. Ele negou-se a fazer um juramento sobre falar a verdade na comissão, o que tem irritado os parlamentares.

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