CPMI do INSS segue com leitura do relatório final nesta 6ª (27/3). Siga no YouTube
Relatório final da CPMI do INSS tem 4,4 mil páginas e 216 pedidos de indiciamento, entre eles os de Lulinha e Daniel Vorcaro
atualizado
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Com pedidos de indiciamento de nomes como Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, segue a leitura, nesta sexta-feira (27/3), do parecer final das investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Foram sete meses de trabalhos, polêmicas e embates judiciais. Acompanhe:
Após deputados e senadores usarem o tempo de inscrição para fazerem suas falas, o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) começou a ler o relatório, que, logo no início, ficou marcado por bate-boca, xingamentos e discussões. Gaspar se indispôs com o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que o chamou de “estuprador”.
Como mostrou o Metrópoles, na coluna de Andreza Matais, o relatório tem 4,4 mil páginas e 216 pedidos de indiciamento. Alfredo Gaspar adiantou que o parecer da CPMI do INSS terá caráter técnico e evitará menções políticas, como ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro. Foram 38 reuniões realizadas e 14 prisões.
“A cena é a confissão que o Estado brasileiro deve fazer diante de cada aposentado que teve o benefício saqueado mês após mês, em silêncio, sem que órgãos de controle, dirigentes nomeados e agentes políticos se dessem ao trabalho de prestar a devida atenção aos sinais de um grande esquema criminoso que se formava, de descontos asssociativos e empréstimos consigados, todos fraudulentos”, destacou Gaspar.
O relator da CPMI do INSS leu detalhes dos pedidos de indiciamento por ordem alfabética dos acusados. Um deles é Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.
“Ele atuou como epicentro da corrupção ativa. Utilizou procurações das entidades que já citei e constam em manuscritos de pagamento de 5% a nomes como (Alessandro) Stefanutto e Virgílio (Antônio Ribeiro de Oliveira Filho), ambos do INSS, além de menções cifradas à Justiça do DF e a quantia de R$ 150 milhões”, ressaltou.
Segundo o relatório do colegiado, “o investigado é apontado como responsável por conseguir dados cadastrais e senhas de acesso ao Sistema INSS Dataprev de forma ilícia. Esssas informações alimentavam as adesões em massa forjadas pelas associações para implementar descontos sem autorização dos segurados”.
Às 15h55, Alfredo Gaspar pediu uma pausa. Assim, o deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS) prosseguiu com a leitura.
Depois da leitura do relatório, haverá uma pausa de uma hora para vista, isto é, mais tempo para analisar o texto e tentar chegar a um consenso.
A votação do relatório, no entanto, pode ficar para este sábado (28), último dia da comissão, pois governistas, provavelmente, pedirão vista, mecanismo que concede mais tempo para análise do texto, já que há divergências sobre os indiciamentos.
Relatório antecipado
A base de apoio ao presidente Lula na CPMI do INSS reforçou que pretende apresentar um parecer paralelo ao relatório oficial de Alfredo Gaspar.
Mas o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) não descarta a possibilidade de que o seu relatório seja incorporado ao de Gaspar em caso de acordo, o que permitiria a votação ainda nesta sexta. A chance, porém, é considerada baixa.
CPMI do INSS em reta final
- Relator Alfredo Gaspar apresenta o parecer na sexta (27/3), após o STF rejeitar, por 8 a 2, a prorrogação da CPMI;
- Votação tende a ficar para sábado (28/3), com governistas prevendo pedido de vista por divergências nos indiciamentos;
- Relatório deve ter mais de 5 mil páginas e pedir o indiciamento de mais de 200 pessoas, segundo apuração;
- Gaspar diz que o texto será técnico e sem viés político: “Não cito Lula ou Bolsonaro”;
- Base governista articula parecer paralelo e não descarta acordo; texto deve incluir nomes como Daniel Vorcaro.
Decisão do STF
A Corte decidiu, por 8 votos a 2, rejeitar a extensão dos trabalhos e manteve o prazo original de funcionamento do colegiado, que se encerra no sábado.
Antes disso, o ministro André Mendonça havia concedido decisão que autorizou a prorrogação dos trabalhos por mais 120 dias, após pedido de parlamentares da oposição que defendiam a continuidade das investigações. O ato ainda precisaria passar pela análise do plenário do Supremo.
O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ainda assim, não leu o requerimento de prorrogação em sessão conjunta, etapa necessária para formalizar a medida.




















