CPMI do INSS: relator defende ir ao STF por prorrogação dos trabalhos
Alfredo Gaspar aproveitou para criticar o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, por não convocar sessão conjunta para a prorrogação
atualizado
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O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), defendeu pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) para prorrogar a duração do colegiado.
“Está no regimento que, com as assinaturas, ‘prorrogação automática’. Só falta uma coisa: uma sessão conjunta do Congresso Nacional e o presidente que meteu sigilo nas visitas de ‘Careca’ [do INSS]. […]O que eu quero dizer com isso, é que eu não acredito nessa prorrogação da CPMI por ato do presidente do Senado. Eu acho que nós temos que pensar em uma ida ao STF para prorrogar os trabalhos porque isso é direito do povo brasileiros diante dos requisitos objetivos e subjetivos”, declarou Gaspar.
Antes, disse que não há “milagre” em concluir uma investigação em um mês e poucos dias, por conta do recesso do Carnaval.
“Ninguém quer que faça milagre em uma investigação de um mês e poucos dias, porque em fevereiro teremos sessões encurtadas, então, qual é a melhor coisa para a impunidade? O tempo. Nós tivemos quatro meses para investigar os descontos associativos e vamos ter um mês e meio para um ambiente de quase R$ 500 bilhões”.
CPMI do INSS
O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.
As reportagens levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e do então ministro da Previdência, Carlos Lupi.













