CPMI do INSS ouve assessor da Conafer

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)

atualizado

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Reprodução/TV Senado
Reprodução de imagem colorida de Cícero Marcelino de Souza Santos, investigado na farra do INSS
1 de 1 Reprodução de imagem colorida de Cícero Marcelino de Souza Santos, investigado na farra do INSS - Foto: Reprodução/TV Senado

Após vitórias do governo Lula, como a rejeição da convocação de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas (Sindnapi) e irmão do presidente, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) segue na tarde desta quinta-feira (16/10).

O assessor do presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Família (Conafer), Cícero Marcelino de Souza Santos, prestou depoimento entre 14h15 e 20h30.

Segundo apurações da Polícia Federal, o assessor fazia intermediações entre entidades investigadas e servidores do INSS. A PF aponta Cícero, assessor de Carlos Ferreira Lopes, presidente da Conafer, como possível operador da entidade, que também é alvo da operação.


Confira os destaques do depoimento

  • O assessor Cícero Marcelino de Souza Santos afirmou que lucrava “uns trocos” com o dinheiro que deveria ser destinado aos beneficiários da entidade;
“Vinham valores, vinham planilhas de pagamentos diretamente da Conafer e eu fazia os pagamentos. Então, aí tem uma lista de 200, 300 pessoas. Eu consigo puxar essa planilha. Por exemplo, tinha uma planilha que era só de gado, tinha uma planilha que era só de indígena, tinha uma planilha que era das secretarias, entendeu? É o que vinha para passar. E aí me sobrava um troco. Era realmente isso”, declarou o assessor;
  • O presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), protagonizou um bate-boca com o deputado governista Alencar Santana (PT-SP),  depois de o petista dizer que o senador mineiro não apoiou o requerimento de criação da comissão.
  • Parlamentares da oposição criticaram a rejeição da convocação do Frei Chico. “Bilhões de reais foram roubados de idosos e pessoas com deficiência. O sindicato do irmão de Lula está diretamente ligado aos desvios, e mesmo assim não querem ouvi-lo? Por quê?”, escreveu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no X.

Acompanhe a íntegra do depoimento:

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CPMI do INSS
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Presidente da CPMI do INSS, Senador Carlos Viana
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Presidente da CPMI do INSS, Senador Carlos Viana

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Farra no INSS

  • O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023.
  • Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.
  • As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU).
  • No total, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada em 23 de abril e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do então ministro da Previdência, Carlos Lupi.

Pela manhã, além da rejeição pela convocação de Frei Chico, foi retirado de pauta o pedido da quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi. Também foi rejeitado o pedido de prisão preventiva contra o presidente do Sindicato Nacional de Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), Milton Cavalo Batista.

O Sindnapi foi alvo de operação da Polícia Federal (PF) deflagrada na última quinta-feira (9/10), no âmbito das investigações sobre descontos irregulares.

Em destaque, a CPMI aprovou a quebra de sigilo do advogado Eli Cohen, um dos responsáveis pelas primeiras denúncias envolvendo fraudes no INSS. No entanto, o colegiado rejeitou investigações nas contas da publicitária Danielle Fonteles, que teria recebido pagamentos de Antonio Carlos Camilo, o “Careca do INSS”.

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