CPMI do INSS ouve depoimento de CEO do Banco C6
Colegiado aprovou, nesta quinta-feira (19/3), convites para Gabriel Galípolo, presidente do BC, e Roberto Campos Neto
atualizado
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Após aprovar os convites para Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, e Roberto de Oliveira Campos Neto, ex-chefe da autarquia, a CPMI que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ouviu, na manhã nesta quinta-feira (19/3), parte do depoimento de Artur Ildefonso Brotto Azevedo, CEO do Banco C6 (foto em destaque). Ele é ouvido como colaborador. A sessão está no intervalo e volta às 14h30:
Além dos convites, os parlamentares aprovaram pedido para que sejam compartilhadas, pelo presidente da CPI do Crime Organizado, senador Fabiano Contarato (PT-ES), informações relacionadas às transferências de sigilos fiscal, bancário, telefônico e telemático de Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro.
“No C6, fazemos questão absoluta de cumprir rigorosamente as regras estabelecidas no ACT (Acordo Coletivo de Trabalho), nas normas do INSS e do Ministério da Previdência Social e, obviamente, na legislação brasileira. Não praticamos, por exemplo, venda casada de nenhuma espécie”, destacou Ildefonso.
Prorrogação da CPMI
A menos de 10 dias do encerramento do prazo regimental, marcado para 28 de março, o presidente da CPMI do INSS cobrou a prorrogação dos trabalhos. Logo no início da sessão, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) alegou que “o silêncio (para o pedido de prorrogação) será interpretado como omissão”.
A cúpula da CPMI se agarra em uma possível decisão do ministro André Mendonça, do STF, sobre um mandado de segurança para postergar as sessões a fim de conseguir ouvir mais pessoas envolvidas nos empréstimos ilegais em consignados de bancos.
O colegiado não recebeu, até o momento, sinais do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sobre a prorrogação.
Esvaziamento
A CPMI do INSS enfrenta um cenário de esvaziamento, derrotas sucessivas diante do Supremo Tribunal Federal (STF) e crescente avaliação, nos bastidores, de que os trabalhos caminham para um desfecho sem resultados expressivos.
Nesta semana, nenhuma das duas sessões marcadas ocorreu após decisão da Suprema Corte de conceder habeas corpus aos depoentes, o que frustrou a cúpula do colegiado.
Instalada com o objetivo de investigar suspeitas de irregularidades na gestão de benefícios previdenciários, a comissão perdeu tração ao longo dos últimos meses diante de divergências internas, dificuldades na aprovação de requerimentos e resistência de setores do governo e da oposição em avançar sobre pontos mais sensíveis da apuração.
O ambiente político também influenciou o ritmo dos trabalhos. Com a explosão do caso do Banco Master, a comissão passou a ocupar espaço secundário nas prioridades das lideranças partidárias, bem como a agenda do Congresso voltada para pautas econômicas e articulações eleitorais. Esse contexto reduziu o quórum em reuniões recentes e dificultou a construção de consensos mínimos.
O senador Carlos Viana admitiu, na quarta-feira (18/3), a possibilidade da leitura e votação do relatório final na próxima semana.























