CPMI do INSS aprova pedido de prorrogação para solicitar ressarcimento
Pedido, de autoria da deputada Coronel Fernanda (PL-MT), foi costurado com a base do governo e votado de forma extrapauta

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), aprovou, nesta quinta-feira (19/3), um requerimento com pedindo a prorrogação de 90 dias para solicitação de ressarcimento dos descontos indevidos de mensalidades associativas nos benefícios do INSS, que se encerra nesta sexta-feira (20/3).
O pedido foi costurado com a base do governo e votado extrapauta, isto é, quando não estava incluído na pauta original. É de autoria da deputada Coronel Fernanda (PL-MT).
“O prazo deve ser prorrogado por 90 (noventa) dias, com possibilidade de nova prorrogação, mediante reavaliação ao final do prazo, para garantir que todos os aposentados e pensionistas lesados, especialmente os mais vulneráveis e com maior dificuldade de acesso digital, tenham tempo hábil e seguro para requerer o ressarcimento dos descontos indevidos”, diz o requerimento.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasO prazo para que aposentados e pensionistas solicitem o ressarcimento de valores indevidamente descontados do INSS foi pedido para ser estendido pela comissão parlamentar responsável por investigar as irregularidades.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA prorrogação busca garantir que beneficiários tenham mais tempo para reunir documentos e formalizar os pedidos, diante da complexidade dos casos e do volume de denúncias.
A expectativa é de que o novo período amplie o alcance das devoluções e evite prejuízos a segurados que ainda não conseguiram ingressar com a solicitação.
CPMI do INSS
O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.
As reportagens levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e do então ministro da Previdência, Carlos Lupi.



