CPMI descarta condução da ex de Vorcaro enquanto ela não for citada
Presidente da CPMI do INSS diz que medida só cabe após notificação formal. Empresária não foi localizada para comparecer ao colegiado
atualizado
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O senador e presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta segunda-feira (23/3) que não pretende solicitar a condução coercitiva da ex-noiva do banqueiro Daniel Vorcaro antes que haja citação formal para depoimento.
Até o momento, a empresária Martha Graeff não foi localizada e notificada formalmente para comparecer à comissão. Segundo Viana, a medida só pode ser adotada caso a testemunha deixe de comparecer após ser devidamente citada.
“[Para condução] Ela precisa, primeiramente, ser citada, não só pelos advogados, e faltar a data em que nós marcarmos. [Só] aí eu posso pedir a condução coercitiva. Antes disso não há instrumento que eu possa utilizar nesse sentido”, afirmou.
O senador, entretanto, defendeu a convocação de Martha Graeff. “Ela sabe de muitos relacionamentos de Daniel Vorcaro com políticos e com membros do Judiciário. Seria muito bom que ela viesse prestar aqui um depoimento e nos ajudasse a entender esses membros do poder”.
A empresária mora nos Estados Unidos. Graeff manteve um relacionamento de cerca de dois anos com o dono do Banco Master e não foi localizada para ser notificada dos requerimentos.
