Corpo de cacique é exumado em terra indígena Wajãpi, no Amapá

Laudo com as causas da morte ainda foi não divulgado e pode demorar 30 dias para ser concluído

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atualizado 02/08/2019 20:17

O corpo do cacique Emyra Wajãpi, de 62 anos, foi exumado nesta sexta-feira (02/08/2019) em uma aldeia da terra indígena Wajãpi, no Amapá. O laudo com as causas da morte, que teria ocorrido último dia 23, ainda foi não divulgado e pode demorar 30 dias para ser concluído.

A exumação e o exame necroscópico foram realizados na terra indígena, a cerca de 300 quilômetros de Macapá, numa operação que envolveu 27 agentes públicos, entre médico legista e auxiliares da Polícia Técnico-Científica, agentes da Polícia Federal e do Grupo Tático Aéreo da Polícia Civil, que cedeu um helicóptero para o deslocamento.

A previsão inicial era que o corpo fosse desenterrado e levado em voo a Macapá para exames no Instituto Médico Legal. No entanto, os investigadores optaram por realizar a necropsia na floresta, para realizar um novo sepultamento de forma mais breve

Sem vestígios de invasão
Os líderes da etnia acusam garimpeiros ilegais de terem assassinado o cacique após invadirem a área. Em buscas iniciais, policiais militares e federais não encontraram vestígios de invasão, embora os indígenas tenham reiterado a denúncia nos últimos dias.

O Ministério Público Federal abriu dois procedimentos para apurar se houve invasão da terra indígena e a morte do cacique.

O exame cadavérico é tido como um passo fundamental na apuração, para determinar causa, hora e dia do óbito.

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