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Brasil

Coronavac causa 83% menos efeitos colaterais do que vacina da Pfizer

Estudo publicado na revista científica Vaccines comparou fórmula da Sinovac, que é de vírus inativado, com a Comirnaty, de RNA mensageiro

10/02/2022 13:10, atualizado 10/02/2022 15:01
Divulgação/Instituto Butantan
Coronavac

São Paulo – Pessoas que recebem a Coronavac têm 83% menos chance de apresentar efeitos adversos do que aquelas que recebem a vacina da Pfizer, segundo estudo publicado na revista científica Vaccines na última segunda-feira (7/2). Além disso, a pesquisa constatou que o imunizante da Sinovac – que, no Brasil, é distribuído pelo Instituto Butantan – possui 76% menos probabilidade de causar efeitos colaterais sistêmicos.

Os efeitos colaterais considerados, em geral, foram dormência, dor, inchaço, vermelhidão e coceira.

Já os sistêmicos abrangem dor de garganta, cansaço, febre, calafrios, sudorese, tosse, dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, dor nos membros, dor abdominal, diarreia, náusea, vômito, falta de apetite, insônia, mal-estar, linfonodos aumentados e erupção cutânea.

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A pesquisa contou com 2.098 voluntários que tomaram a Coronavac, uma vacina de vírus inativado, e a Comirnaty (Pfizer), de RNA mensageiro. Os participantes foram acompanhados por 24 dias após cada dose, e eles mesmos reportaram os sintomas.

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Os resultados mostraram que, durante este período, 82,7% das pessoas que tomaram a vacina da Pfizer tiveram reações; entre os que tomaram o imunizante da Sinovac, a taxa foi de 48,1%.

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Lote de 3,3 milhões de doses é enviado ao Ministério da Saúde
Doria acompanha saída de carregamento do Butantan
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Os efeitos colaterais mais comuns nos dois grupos foram: dor de cabeça, dor no local da aplicação, dor muscular, fadiga e tontura.

O estudo foi feito entre fevereiro e julho de 2021, e os autores são pesquisadores da Universidade de Hong Kong, da Universidade de Londres e do Departamento de Saúde do Governo de Hong Kong.