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Enviadas especiais a Curitiba (PR) – Acampados a 200m da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde Luiz Inácio Lula da Silva está preso desde sábado (7/4), apoiadores do ex-presidente resolveram “prevenir” uma suposta depressão dele.

Depois que amigos e assessores próximos a Lula expuseram a preocupação de que ele ficasse com o moral baixo na cadeia, militantes decidiram: todos os dias, dariam “bom dia” e “boa noite” ao líder petista (veja vídeo abaixo).

O acampamento, no entanto, está reduzindo dia a dia em Curitiba. Já contou com 1,5 mil pessoas e recebeu boa parte dos parlamentares do PT com mandato no Congresso Nacional. Nessa terça (10), já com menor número de militantes acampados, nove governadores e três senadores estiveram na capital paranaense. E boa parcela dos congressistas voou para Brasília, participando das sessões dessa terça na Câmara e no Senado Federal.

Durante a noite, a apresentadora Bela Gil passou pelo acampamento para se solidarizar com a militância (veja vídeo abaixo).

Nesta quarta (11), o pré-candidato à Presidência da República pelo PSol, Guilheme Boulos, foi ao local.

Também junto aos militantes, o ex-governador da Bahia Jaques Wagner deu entrevista nesta manhã. Disse que não é plano B do PT “porque o Lula segue candidato” e comparou a Operação Lava Jato ao à ditadura militar no Brasil. “O movimento [que gerou o golpe militar] de 1964 tem a mesma matriz desse movimento [referindo-se à Lava-Jato]. Naquele momento, um movimento civil-militar. Neste momento, um movimento político-jurídico-institucional. Na matriz dos dois, o mesmo desprezo pela democracia e o voto popular”, afirmou.

Boatos davam notícia de que o pré-candidato ao Planalto pelo PDT, Ciro Gomes, viajaria a Curitiba nesta quarta, mas foram desmentidos pelo próprio político. Ainda há a possibilidade de que o presidente do PDT, Carlos Lupi, apareça nos próximos dias, no entanto, nada foi confirmado.