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Brasil

Comerciantes de Ubatuba bloqueiam entrada da cidade em protesto contra fechamento de lojas

Medida foi imposta pelo governo de SP para controlar a pandemia. Lojistas dizem que economia local não suporta interrupção de atividades

25/01/2021 13:21, atualizado 25/01/2021 17:44
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Arquivo pessoal
Comerciantes de Ubatuba bloqueiam entrada da cidade em protesto contra fechamento de lojas

Comerciantes de Ubatuba (SP) fazem um protesto, nesta segunda-feira (25/1), contra o fechamento do comércio imposto pelo governo. A restrição é uma medida adotada pelo governador João Doria (PSDB), que colocou o estado na chamada “fase vermelha”. Com isso, apenas atividades essenciais, como supermercados e farmácias, podem funcionar.

Os manifestantes fecharam as entradas e saídas da cidade para demonstrar a insatisfação com as medidas. Em faixas e discursos, eles afirmaram que, financeiramente, já não têm mais condições de ficar com as lojas fechadas.

De acordo com os comerciantes, a manifestação é contra o fechamento de quiosques, bares e restaurantes durante o período de alta temporada, quando o movimento no turismo é maior. Eles alegam, ainda, que este o segundo fechamento compulsório dos estabelecimentos desde o início da pandemia, o que agravará a crise financeira da região.

Em vídeo recebido pelo Metrópoles, é possível ver centenas de pessoas no ato, que contou com discursos inflamados. “A maior manifestação que nós podemos fazer é todo mundo voltar a trabalhar”, afirmou um dos participantes, usando carro de som para organizar o movimento.

“O que queremos aqui é o direito de todos trabalharem”, continuou o manifestante. “A principal ordem é a gente saber nosso direito constitucional de ir e vir, e direito ao trabalho”.

Em vidros de carros e faixas, os dizeres pediam “Fora Doria” e #foralockdown.

A pessoa que faz a filmagem reclama que o governador parou Ubatuba com a decisão do fechamento do comércio, sem se importar com as consequências para as pessoas. “E o Doria foi passear em Angra dos Reis”, gritou. “Vamos lutar”, conclama o manifestante.

Veja vídeo do protesto:

O que diz a prefeitura

Procurada pelo Metrópoles, a Prefeitura de Ubatuba informou, por meio de nota, que “está recebendo os representantes dos diferentes segmentos e explicando as determinações que constam no decreto do governo”.

“Na última semana, a prefeita [Flavia Pascoal, do PL] promoveu diálogos com diversas classes trabalhadoras para ajustar a fase vivida, porém, a fase vermelha foi decretada em toda a região. Além disso, a administração reforça sobre a responsabilidade com as vidas, pois os leitos de UTI na região estão praticamente em sua capacidade máxima”, diz trecho da nota.

A prefeitura destacou que a Santa Casa de Ubatuba está sem leitos de UTI e que o município possui o menor orçamento do litoral de São Paulo. Ainda de acordo com a nota, Flavia Pascoal foi à capital do estado para tentar articular uma reunião com o governador João Doria.

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O estado de São Paulo voltou à fase vermelha
Manifestantes protestam contra o governador João Doria
Fechamento do comércio levou manifestantes às ruas de Ubatuba
Comerciantes protestam contra o fechamento das lojas em Ubatuba
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Comerciantes protestam contra o fechamento das lojas em Ubatuba

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Manifestantes protestam contra o governador João Doria
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Fechamento do comércio levou manifestantes às ruas de Ubatuba
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Fechamento

O estado de São Paulo passou a ter regras mais rigorosas de quarentena nesta segunda-feira (25/1), devido ao avanço da Covid-19. A Grande São Paulo, incluindo a capital, ficará na fase laranja, mas com restrições da vermelha em dias úteis, após as 20h, e integralmente aos finais de semana.

As medidas foram anunciadas na última sexta-feira (22/1) pelo governador João Doria e vão vigorar até 7 de fevereiro. Até lá, nenhuma região poderá passar às fases amarela e verde, as mais flexíveis do Plano São Paulo contra a Covid-19.

A fase vermelha, a mais restritiva, só permite o funcionamento normal em setores essenciais, como farmácias, mercados, padarias, lojas de conveniência, bancas de jornal, postos de combustíveis, lavanderias e hotelaria.

Os demais comércios e serviços não essenciais devem atender em esquema de retirada na porta, drive-thru e entregas por telefone ou aplicativos.

Já na fase laranja, academias, salões de beleza, restaurantes, cinemas, teatros, shoppings, concessionárias, escritórios e parques estaduais podem funcionar por até oito horas diárias, com atendimento presencial limitado a 40% da capacidade e encerramento às 20h. O consumo local em bares está totalmente proibido. A venda de bebidas alcoólicas no comércio varejista só é permitida entre 6h e 20h.

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