Com voto de Fachin, STF forma maioria para manter prisão de Robinho

O STF analisa um pedido de soltura da defesa de Robinho em plenário virtual. O julgamento do caso vai até o dia 29. O placar está em 6 a 1

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Reprodução/ X
Imagem colorida mostra o ex-jogador Robinho, um homem negro de cabelos curtos, vestindo uniforme de presidiário, posando para foto na cadeia - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra o ex-jogador Robinho, um homem negro de cabelos curtos, vestindo uniforme de presidiário, posando para foto na cadeia - Metrópoles - Foto: Reprodução/ X

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para rejeitar o pedido de liberdade do ex-atacante do Santos e da Seleção Brasileira, Robson de Souza, o Robinho. O placar do julgamento, que ocorreu em plenário virtual está em 6 a 1.

O relator do caso, ministro Luiz Fux, votou pela manutenção da prisão e foi seguido por André Mendonça, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e, no início da noite desta quinta-feira (28/8), foi acompanhado por Edson Fachin, quando formou maioria pela rejeição dos embargos da defesa de Robinho.

Somente o ministro Gilmar Mendes votou de forma divergente até o momento, pela soltura do jogador. A análise do caso termina nesta sexta-feira (29/8). Quatro ministros ainda não votaram.

Robinho foi condenado pela Justiça italiana a 9 anos de prisão por crime ocorrido em 2013. Em março de 2024, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) homologou a sentença estrangeira, autorizou a transferência do cumprimento da pena para o Brasil e determinou o início imediato.

A defesa apresentou habeas corpus ao STF alegando que a prisão só poderia ser determinada após o fim do prazo para recursos. Argumentou ainda que, como a Constituição proíbe a extradição de cidadãos brasileiros, não seria possível que uma pena imposta por sentença estrangeira fosse executada no país, como prevê a Lei de Migração (Lei nº 13.445/2017).

Em novembro de 2024, o STF rejeitou os habeas corpus que pediam a liberdade do ex-jogador. A defesa recorreu com embargos, que estão sendo analisados em plenário virtual iniciado na sexta-feira (22/8).

“Os embargos declaratórios não podem ser utilizados como instrumento de revisão infringente, para que entendimento manifestado no voto vencido se sobreponha à posição majoritária”, votou Fux, seguido pela maioria.

Divergência

Gilmar, no entanto, divergiu: “Conheço dos embargos de declaração e, no mérito, dou-lhes provimento para assentar a inaplicabilidade do art. 100 da Lei de Migração ao caso concreto e, por consequência, conceder a ordem de habeas corpus, determinando a cassação da decisão homologatória prolatada pela Corte Especial do STJ”, avaliou no voto.

O ministro, ainda em seu voto, concedeu de ofício a ordem de habeas corpus, para assentar a impossibilidade de cumprimento da pena antes do trânsito em julgado da decisão homologatória. Assim, impõe a imediata liberação de Robinho.

Com voto de Fachin, STF forma maioria para manter prisão de Robinho - destaque galeria
8 imagens
STJ rejeita recurso de Robinho e mantém pena de ex-jogador no Brasil
Robinho
Com voto de Fachin, STF forma maioria para manter prisão de Robinho - imagem 4
Robinho
Caso Robinho
Com voto de Fachin, STF forma maioria para manter prisão de Robinho - imagem 1
1 de 8

Reprodução/Instagram
STJ rejeita recurso de Robinho e mantém pena de ex-jogador no Brasil
2 de 8

STJ rejeita recurso de Robinho e mantém pena de ex-jogador no Brasil

Reprodução/ X
Robinho
3 de 8

Robinho

Pedro Vilela/Getty Images
Com voto de Fachin, STF forma maioria para manter prisão de Robinho - imagem 4
4 de 8

Pedro Vilela/Getty Images
Robinho
5 de 8

Robinho

Pedro Vilela/Getty Images
Caso Robinho
6 de 8

Caso Robinho

Instagram/Reprodução
Com voto de Fachin, STF forma maioria para manter prisão de Robinho - imagem 7
7 de 8

DOUGLAS MAGNO/AFP via Getty Images
No início de 2022, o jogador Robinho foi condenado, em última instância, a 9 anos de prisão por estupro coletivo. Uma mulher albanesa foi vítima do jogador e de outros quatro homens.  O caso ocorreu em 2013, numa boate em Milão
8 de 8

No início de 2022, o jogador Robinho foi condenado, em última instância, a 9 anos de prisão por estupro coletivo. Uma mulher albanesa foi vítima do jogador e de outros quatro homens. O caso ocorreu em 2013, numa boate em Milão

Alexandre Schneider/Getty Images

A Constituição brasileira proíbe a extradição de brasileiros natos para cumprimento de penas no exterior. Desse modo, a Itália solicitou que a pena de jogador brasileiro fosse cumprida no Brasil.


Caso Robinho

  • Robinho foi preso na noite de 21 de março de 2024, após ser condenado por estupro coletivo. Com outros homens, ele abusou de uma mulher albanesa em uma boate de Milão, em 2013.
  • Ele foi condenado em 2017 pela Justiça italiana, mas só foi preso no ano passado, após o STJ acatar o pedido italiano, por 9 x 2, e determinar o cumprimento da pena em regime fechado.

A defesa reforça ao STF que todo cidadão brasileiro tem o direito e a garantia de ser submetido à jurisdição brasileira, mesmo que o fato criminoso tenha ocorrido fora do território nacional, “considerando uma série de circunstâncias que assegure plenamente um julgamento justo e isento”.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?