De Tremembé, hacker Delgatti e Robinho discutem criar empresa de bets
Hacker da Vaza Jato, Walter Delgatti, e o ex-jogador Robinho estariam discutindo projeto de site de apostas esportivas de dentro da prisão
atualizado
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O hacker Walter Delgatti Neto e o ex-jogador Robinho estariam discutindo um projeto de criar um site de apostas esportivas de dentro da Penitenciária II de Tremembé, no interior de São Paulo, onde ambos cumprem as respectivas penas. A plataforma de “bets” seria lançada assim que eles deixassem a cadeia, em uma eventual progressão de regime.
O Metrópoles confirmou que a ideia foi cogitada por Delgatti Neto e mencionada durante uma ligação com o seu advogado, Ariovaldo Moreira, além de ventilada dentro do presídio. O hacker estaria conversando sobre o assunto com Robinho e aprendendo mais sobre as casas de apostas on-line.
Conhecido pela “Vaza Jato” – quando divulgou conversas privadas no Telegram entre integrantes da Operação Lava Jato, como o então juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol –, Walter Delgatti Neto foi condenado a oito anos de prisão pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) após invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023. Ele está preso desde agosto do mesmo ano.
No último dia 18, o ministro Alexandre de Moraes decidiu manter a prisão preventiva do hacker. O caso de invasão ao sistema do CNJ também contou com a participação da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que está foragida desde que recebeu a pena de 10 anos de prisão. A condenação de ambos pela Primeira Turma ocorreu em maio deste ano.
Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), Carla Zambelli foi responsável por comandar a invasão de sistemas utilizados pelo Judiciário com o intuito de adulterar informações oficiais, enquanto Delgatti teria sido o responsável pela realização do crime, entre agosto de 2022 e janeiro de 2023.
Já o ex-jogador de futebol Robson de Souza, o Robinho, está preso desde março do ano passado pelo crime de estupro coletivo, cometido contra uma mulher albanesa na Itália, em 2013.
Condenado em 2017 pelo crime, a sentença italiana foi de 9 anos de prisão. Ele acabou recorrendo da decisão, mas foi considerado culpado em todas as instâncias. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) homologou a decisão, e Robinho foi preso.
Na próxima semana, em 6 de agosto, o STJ ira julgar um recurso do ex-jogador. No texto, a defesa argumenta que “a decisão italiana não se harmoniza com princípios constitucionais e legais da ordem pública brasileira na fixação da pena, devendo esta ser reduzida para o patamar mínimo previsto para o crime, ou seja, 6 anos de reclusão, com possibilidade da adoção do regime semiaberto”.
O Metrópoles procurou a defesa do ex-jogador em busca de um posicionamento sobre o projeto com Walter Delgatti Neto, mas não obteve resposta. O espaço está aberto para manifestação.








