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Brasil

Com Sarney e Rosa Weber, Congresso homenageia centenário da morte de Rui Barbosa

A sessão solene em homenagem a Rui Barbosa aconteceu na manhã desta quarta-feira (1°/3) no plenário do Senado Federal

01/03/2023 15:00, atualizado 01/03/2023 15:04
Edilson Rodrigues/Agência Senado
Com Sarney e Rosa Weber, Congresso homenageia centenário da morte de Rui Barbosa

Em sessão solene, o Congresso Nacional homenageou o centenário da morte de Rui Barbosa, nesta quarta-feira (1°/3). Presidida por Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a cerimônia contou com a presença da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, e o ex-presidente da República José Sarney.

Considerado o patrono do Senado, Rui Barbosa foi senador entre 1890 e 1922 e tem um busto no plenário da Casa Alta em sua homenagem. Em seu discurso, Pacheco relembrou as invasões de 8 de janeiro às sedes dos Poderes da República e citou a representação de Barbosa.

“O busto [de Rui] se manteve firme, quase como um guardião da instância máxima da Casa Legislativa. Se vivo fosse, nosso patrono certamente se postaria na linha de frente contra o ignóbil, perigoso e criminoso avanço das fake news, esse verdadeiro ovo da serpente dos movimentos antidemocráticos de nossa época”, disse o presidente do Senado.

Barbosa foi jurista, diplomata, político, tradutor e jornalista. Ele também foi um dos membros fundadores do Senado, em 1890, e se manteve no cargo de senador por cinco mandatos. Chegou a concorrer à Presidência da República por duas vezes e foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras (ABL), entidade que presidiu entre 1908 e 1919.

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Biografia

Rui Barbosa de Oliveira nasceu em 5 de novembro de 1849, em Salvador/BA, e morreu no dia 1º de março de 1923, em Petrópolis/RJ. Ao longo de seus 73 anos de vida, ele atuou como jurista, diplomata, político, tradutor e jornalista, tendo destaque em todas as áreas.

De seus 55 anos de vida pública, passou 32 no Senado, sempre representando o Estado da Bahia. Na história do Senado, foi o recordista com cinco mandatos, ao lado de José Sarney. Ele foi um dos senadores que inauguraram o Senado da República, em 1890, e só o deixou em 1923, quando morreu.

Antes, no Império, havia sido deputado provincial e deputado geral. Em seus discursos, que costumavam demorar até quatro horas, era um ferrenho defensor da democracia. Ocupou a vice-presidência do Senado entre 1906 e 1909.