Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Com debate no Congresso, CNBB afirma ser contra redução da maioridade penal

Senadores querem aproveitar o debate da PEC da Segurança para aprovar a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos

15/10/2026 17:57
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Com debate no Congresso, CNBB afirma ser contra redução da maioridade penal

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) afirmou, nesta quinta-feira (15/1), ser contra a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. O tema é debatido no Congresso, onde senadores propõem incluir a pauta na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

A PEC será votada ainda nesta quinta no plenário do Senado. Em publicação no X, a CNBB defendeu que adolescente estão em processo de desenvolvimento e “devem ser responsabilizados por seus atos sem serem privados da possibilidade de recuperação e reintegração social”.

“A CNBB reafirma sua posição contrária à redução da maioridade penal. O ordenamento jurídico brasileiro já prevê mecanismos de responsabilização para adolescentes por meio das medidas socioeducativas estabelecidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e pelo Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo”, diz a nota.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou que a proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública será votada no plenário nesta quinta. O texto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na quarta-feira (14/10).

Devido ao calendário especial, a PEC poderá ser votada em dois turnos no mesmo dia. Sem a medida, a Constituição prevê um intervalo mínimo de cinco dias úteis entre o primeiro e o segundo turno de votação de propostas de emenda à Constituição.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Para que uma PEC seja aprovada, ela precisa do voto favorável de pelo menos três quintos dos senadores em duas votações.

PEC da Segurança Pública

O tema é uma das prioridades do governo federal, que pretende concluir a votação antes do segundo turno das eleições, com o objetivo de criar o Ministério da Segurança Pública.

A proposta prevê mais recursos para a segurança pública, inclui o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição e cria o Sistema de Políticas Penais. O texto também amplia a integração entre as forças de segurança e endurece as penas para integrantes de facções criminosas.

Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aproveitaram a proposta para incluir uma emenda que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. O texto também prevê a responsabilização criminal a partir dos 14 anos para determinados crimes graves.

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), acusou a oposição de tentar dificultar a aprovação da PEC usando a medida.

Guimarães defendeu que o tema não deve ser discutido junto da PEC da Segurança. Ele também lembrou que, durante a votação da proposta na Câmara, o governo fechou um acordo com o relator, deputado Mendonça Filho (União-PE), para retirar o assunto do texto.