Com avanço da Ômicron, país pode duplicar leitos de UTI, diz Queiroga

A preocupação do chefe da Saúde está ligada à circulação da variante Ômicron, que tem se mostrado mais contagiosa

atualizado 10/01/2022 14:56

Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anuncia durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira 5:01, a inclusão de crianças de 5 a 11 anos contra covid 19 1Igo Estrela/Metrópoles

Apesar de um discurso otimista, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez um alerta nesta segunda-feira (10/1): em caso de aumento de internações por causa de Covid-19, doença causada pelo coronavírus, o Brasil tem a capacidade de duplicar a quantidade de leitos de terapia intensiva (UTIs).

A preocupação do chefe da Saúde está ligada à circulação da variante Ômicron, que tem se mostrado mais contagiosa. Contudo, a nova cepa não tem aumentado os casos graves e as mortes, segundo o ministro.

Ao conversar com jornalistas ao sair da sede da pasta, em Brasília, Queiroga pediu tranquilidade à população, ressaltou a importância da vacinação e comentou sobre a abertura de leitos de UTI.

“Antes da pandemia, tínhamos 23 mil leitos. Depois, no auge da crise, subiram para 43 mil. No pior cenário, temos a capacidade de duplicar os leitos”, destacou.

Segundo Queiroga, houve uma queda de 90% no número de óbitos pela doença. “Quero tranquilizar os brasileiros. Temos estoques, por exemplo do kit intubação, para abastecer estados e municípios por um período de três meses”, frisou.

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Queiroga comentou brevemente o comportamento sanitário que a variante tem tido no Brasil. “A Ômicron é mais transmissível, mas não temos observado um aumento de óbitos”, pontuou.

Por fim, o ministro disse estar confiante. “O cenário pandêmico é de incerteza, por causa da Ômicron, mas temos a esperança de não haver uma explosão de internações e de mortes”, concluiu.

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