Após queda de 52%, Queiroga promete entregar 40 mi de testes de Covid

Segundo ministro, 14 milhões de testes serão entregues em 15 dias. Reportagem do Metrópoles mostrou no sábado queda no repasse do insumo

atualizado 10/01/2022 12:22

Queiroga, Damares e João Roma voltam à Bahia após temporaisRafaela Felicciano/Metrópoles

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, prometeu nesta segunda-feira (10/1) entregar a estados e municípios 40 milhões de testes para a Covid-19, doença causada pelo coronavírus.

O anúncio ocorre após uma redução de 52% na distribuição do insumo em novembro e dezembro do ano passado, mesmo período que a variante Ômicron, que tem se mostrado mais contagiosa, foi identificada no Brasil.

Segundo Queiroga, 14 milhões de testes serão entregues em 15 dias. “Pedimos empenho dos municípios para fazer essa testagem e esses resultados serem enviados ao Ministério da Saúde”, frisou.

Além disso, o ministro pediu que os planos de saúde favoreçam a liberação de testes para a Covid-19 e que os resultados seja enviados à pasta com agilidade. “Facilitem a testagem”, reforçou.

No sábado (8/1), o Metrópoles mostrou que o volume de testes distribuídos pelo governo federal passou de 5,7 milhões de unidades em novembro para 2,7 milhões em dezembro.

A cepa Ômicron foi identificada no Brasil pela primeira vez em 30 de novembro de 2021.

Queda na distribuição de testes: clique aqui e veja o panorama do país. 

O total de insumos enviados aos estados e municípios no último mês do ano passado foi o menor desde agosto, quando foram entregues às secretarias de Saúde 791 mil unidades.

Os dados foram analisados pelo Metrópoles, com base em material publicado pelo LocalizaSUS, plataforma de prestação de contas do Ministério da Saúde referente à pandemia, e consideram informações disponibilizadas até sexta-feira (7/1).

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A testagem

A comunidade médico-científica é categórica: a testagem da população é uma das principais medidas para acompanhar o avanço das infecções por coronavírus e controlar o surgimento de novas variantes.

“Todos os países responderam de modo oposto: aumentaram a testagem para detectar mais facilmente e conter os casos positivos. Reduzir os testes é, de certa maneira, jogar gasolina na fogueira. Pessoas que não têm o diagnóstico positivo confirmado não se isolam e acabam espalhando bem mais um vírus altamente contagioso”, explicou Breno Adaid, coordenador do mestrado profissional em administração do Centro Universitário Iesb e pós-doutor em ciência do comportamento pela Universidade de Brasília (UnB), em entrevista na última semana.

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