Com apoio de Joice, PSL inaugura ala cristã e quer abrir escolas religiosas

Candidata a prefeita de São Paulo nomeia coordenador cristão do partido na cidade e diz que iniciativa une católicos e evangélicos

atualizado 27/10/2020 21:27

campanha de joice hasselmannBruno Cirillo/Especial para o Metrópoles

São Paulo – A candidata à prefeitura de São Paulo Joice Hasselmann (PSL) reuniu-se nesta terça-feira (27/10) com o líder do seu partido na Câmara, deputado federal Júnior Bozella, para nomear o educador Edivã de Oliveira diretor da coordenadoria cristã do partido. A nova ala do PSL deve reunir 17 pastores e líderes comunitários no diretório paulista, com a promessa de incrementar políticas religiosas.

“A gente vai trabalhar direto com quem manda”, disse Joice. “Vamos reunir toda a cúpula da igreja”, acrescentou, contando que se reuniu com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado Federal, David Alcolumbre (DEM-AP), para informá-los sobre a criação de um braço no partido voltado para a defesa de valores cristãos.

“É uma bandeira que une as igrejas católica e evangélica”, disse Joice, que é deputada federal. Diretor de escola pública e professor universitário, Edivã deve nomear 17 gestores para diferentes regiões de atuação paulistas nas próximas semanas. Os nomes, entre pastores evangélicos, líderes comunitários e paroquianos, deverão passar pela aprovação do diretório estadual do PSL.

 

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“Nosso carro-chefe é conseguir que as famílias voltem a desempenhar o papel principal na formação dos filhos”, adiantou o educador neste fim de tarde de terça-feira, logo após a assinatura de sua nomeação.

Também signatário, o líder estadual do PSL, Júnior Bozella, defendeu que os valores religiosos são os valores da direita. “Somos um partido de direita, que valoriza a família brasileira, por isso estamos defendendo a iniciativa cristã”, afirmou.

Edivã revelou que a iniciativa visa implementar escolas religiosas em São Paulo. “No ano que vem, nossa ideia já é abrir 10 escolas em paróquias católicas e evangélicas”, explicou.

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