
"Colapso da democracia", diz Cury após cancelamento de debate
TV Globo cancelou o debate alegando insegurança jurídica após decisões judiciais

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) teceu críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) após o cancelamento do debate presidencial da TV Globo, que seria nesta quinta-feira (1°/10). A emissora cancelou o evento, alegando insegurança jurídica.
“Na verdade, o STF ganhou um protagonismo desproporcional. Beira a um colapso da democracia, infelizmente”, disse.
O escritor também direcionou suas críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL), dizendo que eles teriam se “acovardado”. Lula já tinha anunciado que não iria ao debate e Flávio desistiu após ter confirmado participação.
Outros candidatos também criticaram decisão
Ronaldo Caiado (PSD) disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o responsável pelo cancelamento do debate presidencial. Em coletiva após a decisão da emissora, Caiado disse que o petista “provocou” a situação ao decidir não participar do encontro.
“Lula provocou tudo isso. Ele foi o fator determinante de tudo isso. Ele foi provocado pelo Flávio (Bolsonaro), na minha cidade, em Goiás, dizendo: ‘Vá lá que eu vou lhe enfrentar’”, declarou.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesRomeu Zema (Novo) chamou o cancelamento de “vergonha nacional” e disse que, diante do episódio, “quem está perdendo é o Brasil”.
Flávio Bolsonaro (PL) inicialmente havia confirmado presença, mas desistiu de participar horas antes do debate. O senador afirmou que tomou a decisão após uma determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que alterou as regras previstas para a ausência de Lula.

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Ver todasDecisões judiciais levaram ao cancelamento
A primeira decisão recebida pela Globo foi assinada pela ministra Estela Aranha, do TSE, a partir de um pedido da coligação de Lula. A determinação impediu que a emissora mantivesse no cenário um púlpito vazio com o nome do presidente e também proibiu que os demais candidatos fizessem perguntas direcionadas a ele.
A regra original do debate, assinada pelas campanhas, previa justamente a manutenção do púlpito do candidato ausente e a possibilidade de os participantes formularem perguntas a ele durante uma das rodadas.
A segunda decisão foi proferida pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, após um pedido relacionado à participação de Renan Santos (Missão). O ministro determinou que o candidato fosse incluído no debate, alterando a composição prevista pela emissora.
Em comunicado, a Globo afirmou que as determinações judiciais sucessivas provocaram “insegurança jurídica” e representaram, segundo a emissora, interferência na liberdade dos veículos de comunicação para organizar debates eleitorais. Diante das alterações nas regras e nos participantes, a empresa decidiu cancelar o encontro.



