CNMP abre processo disciplinar contra procurador bolsonarista
Ailton Benedito é acusado de xenofobia, além de se mostrar contrário às medidas de contenção em relação ao novo coronavírus

Foi decidido nesta terça-feira (23/3), em julgamento, pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), a abertura de um processo administrativo disciplinar contra o procurador Ailton Benedito. A pasta concluiu que o bolsonarista difundiu “discurso de ódio” e xenofóbicos, ao se referir à Covid-19 como “vírus chinês”, além de outras falas repressivas.
Em meio à pandemia, o fiscal da lei defende medidas que vão de encontro às recomendações de órgãos internacionais da saúde para conter a disseminação do vírus. Além de se mostrar a favor do “kit Covid”, que reúne a prescrição de diversos medicamentos sem eficácia comprovada para combater a doença.
Convém relembrar que Benedito é aliado de Augusto Aras, procurador-geral da República. Durante a sessão do julgamento, o chefe da pasta preferiu não se pronunciar ao se declarar suspeito.

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Ver todasJá o conselheiro Luciano Nunes Maia Freire repudiou as falas de Benedito em relação à contenção do coronavírus. “(O procurador) manifestou-se de forma continuada utilizando-se de discurso de ódio, discriminação, xenofobia, expressões ofensivas em relação a chefes de Estado, ao diretor-geral da OMS e a colegas membros do Ministério Público brasileiro, propagando informações inverídicas conforme capturas de tela constantes dos autos”, declarou Nunes.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEm outro momento, Nunes relembrou falas consideradas xenofóbicas e discriminatórias por parte do procurador, as quais foram publicadas nas redes sociais em março do último ano.
“Eis a ditadura comunista da China em ação, ela que usa um serviçal para comandar a OMS, que governadores e prefeitos do Brasil estão invocando como fundamento para impor ditaduras estaduais e municipais às respectivas populações, violentando a Constituição”, escreveu Ailton Benedito à época.
Os conselheiros Sebastião Caixeta e Sandra Krieger também foram favoráveis ao PAD contra o procurador. A situação, caso instaurada, resultará em pena de advertência para Ailton Benedito.











