CNJ dá cinco dias para Bretas explicar postagem sobre caso Neymar
Corregedor nacional de Justiça, Humberto Martins considera que a conduta do magistrado viola os deveres impostos aos juízes

O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, encaminhou nesta sexta-feira (07/06/2019) um ofício ao juiz federal Marcelo da Costa Bretas, da 7° Vara Criminal do Rio de Janeiro, pedindo informações sobre uma postagem feita no Twitter em relação ao caso em que o jogador Neymar é acusado de estupro pela modelo Najila Trindade.
Na última quinta-feira (06/06/2019), Bretas comentou o caso pela rede social dizendo que “nem sempre a vítima é a parte mais fraca da relação”. A postagem continha ainda um vídeo do encontro de Najila e Neymar, onde a moça aparece batendo no atacante do Paris Saint-Germain.
Preocupante!
Suspeitas de fraude ou abuso de direito pela parte “mais vulnerável” devem ser apuradas com rigor, sob pena de deslegitimar as demais situações de efetiva vulnerabilidade.
Nem sempre a vítima é a parte mais fraca da relação.@neymarjr https://t.co/gbPoLer2aD— Marcelo Bretas (@mcbretas) 6 de junho de 2019

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Ver todasNo mesmo dia da primeira postagem, Bretas ainda comentou a publicação de um jornalista da revista Veja, onde dizia que ele poderia ser “enquadrado” pelo comentário. A resposta do juiz foi de que não manifestou opinião sobre mérito, só afirmou a importância da apuração.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesFique tranquilo, caro jornalista.
Não manifestei opinião sobre o mérito, pois limitei-me a afirmar a importância da apuração e falei genericamente.
Além disso, não me referi a processos em curso, pois inexiste processo judicial a respeito. https://t.co/8cnQHrVdmp— Marcelo Bretas (@mcbretas) 6 de junho de 2019
Segundo Humberto Martins, a atitude do juiz federal “pode caracterizar, em tese, conduta que viola os deveres impostos aos magistrados, conforme exposto no artigo 35 da Lei Orgânica da Magistratura (Loman), VIII e artigos 3º e 4º do Provimento 71/2018, da Corregedoria Nacional de Justiça”. Bretas tem cinco dias para prestar informações.
