Cláudio Castro age nos bastidores para mudar PEC da Segurança de Lula
Governador se reuniu com grupo de deputados federais do Rio e pediu que PEC da Segurança seja alterada, garantindo autonomia aos estados

Em meio à repercussão da megaoperação que gerou 121 mortes no Rio de Janeiro, o governador do estado, Cláudio Castro (PL), reuniu 24 parlamentares aliados para pedir mudanças na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da segurança pública, protocolada pelo governo Lula na Câmara dos Deputados.
Castro defende que o texto garanta maior autonomia aos estados, segundo parlamentares ouvidos pelo Metrópoles, diferentemente do que consta na proposta original. A operação desencadeada nos complexos da Penha e do Alemão contra a facção Comando Vermelho reacendeu o debate sobre a medida.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quinta-feira (30/10) que a votação da PEC da Segurança na comissão especial deve ocorrer no início de dezembro. Motta já havia afirmado que, após a aprovação na comissão, o texto seria rapidamente submetido ao plenário e, em seguida, encaminhado ao Senado.
“A ideia é, assim que sair da comissão, pautarmos com o máximo de urgência no plenário”, disse ele.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesProposta do governo
Um dos eixos centrais da PEC proposta pelo governo prevê o fortalecimento da Polícia Federal, permitindo que o órgão tenha maior poder de atuação nos Estados.
O relator do projeto, deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE), pretende apresentar um novo relatório na segunda quinzena de novembro. Ao Metrópoles, ele afirmou que não há “entraves” em relação ao texto.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasA PEC da Segurança foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara em 15 de julho. O projeto é uma das prioridades do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Inicialmente, o texto enfrentou resistência de alguns governadores, entre eles o de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), conhecido por adotar uma postura mais rígida em relação à atuação das polícias militares nas operações.
O relator procurou adotar uma abordagem mais conciliadora e retirou do texto o trecho mais polêmico, que atribuía à União a competência exclusiva para legislar sobre normas gerais de segurança pública, defesa social e sistema penitenciário.















