Motta repete Alcolumbre e quer reforçar a segurança do Congresso
Câmara aprovou urgência de projeto que reestruturação do Departamento da Polícia Legislativa após apreensão de canivetes e arma de choque
atualizado
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse, nesta quinta-feira (30/10), que o Congresso vai revisar os protocolos de segurança do Congresso Nacional até o fim desse ano. A declaração segue a fala do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que quer mudar as regras de acesso à sede do Legislativo após casos de hostilização contra parlamentares.
“Temos vivido tempos de muito radicalismo, de incidentes que têm se repetido, e vamos tomar a decisão no final do ano de poder mudar a estrutura de acesso e a revista na entrada da Casa para garantir a segurança dos servidores e também dos parlamentares”, disse.
A Câmara aprovou a urgência e o mérito do Projeto de Resolução da Mesa nº 77/2025, que muda cargos no Departamento da Polícia Legislativa (DePol) e reforça atribuições dos agentes.
Motta citou o caso de estudantes apreendidos no Congresso, na quarta-feira (30/10), ao tentarem entrar com canivetes e armas de choque, como mostrado pela coluna do Metrópoles, a Grande Angular.
Tanto Motta quanto Alcolumbre justificaram a revisão da segurança diante de uma crescente radicalização na política. A intenção é rever os protocolos de segurança, mas principalmente limitar vias de acesso para parlamentares, como o Salão Branco e a Chapelaria, a principal via de entrada de congressistas e visitantes ao Congresso atualmente.
Também na terça-feira, o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), foi hostilizado por “lobistas” na saída da comissão que votou a medida provisória do setor elétrico, relatada pelo senador. O caso é investigado pelo DePol, e Braga disse quejá identificou e processará os dois individuos.
O que diz o projeto
O projeto aprovado no plenário dá novas atribuições ao policiamento da Câmara e reorganiza o processo de seleção e vagas remanescentes.
Dentre as competências novas, a polícia legislativa poderá organizar e executar ações de inteligência e acessar dados de outras instâncias a respeito de crimes e infrações administrativas. O DePol ainda poderá prestar assessoria para comissões parlamentares de inquérito (CPIs) sobre investigações.
A medida também cria cargos comissinados para preencher vagas que estavam remansecentes. Ao todo, são 84 vagas.
