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Brasil

Cinco adolescentes são apreendidos após estupros coletivos em escola

Os abusos foram denunciados por duas alunas de 14 anos, que relataram ter sido violentadas, em dias diferentes

18/08/2026 12:54, atualizado 18/08/2026 13:59
Wey Alves/Especial Metrópoles
Vítima - Metrópoles

A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) apreendeu, nessa segunda (17/8), cinco adolescentes suspeitos de envolvimento em estupros coletivos em uma escola do Cabo de Santo Agostinho, na Grande Recife. Além disso, o diretor do colégio foi afastado e um funcionário foi demitido.

Antes da apreensão, os estudantes haviam sido suspensos após as denúncias, que foram registradas no início de agosto. 

Segundo a investigação, os abusos foram denunciados por duas alunas de 14 anos, que relataram ter sido violentadas, em dias diferentes, durante o intervalo escolar. Após serem apreendidos,  os adolescentes ficam à disposição do Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

Em nota, a prefeitura informou o afastamento do diretor da unidade e a demissão o supervisor do pátio da escola “para a abertura de procedimento administrativo de apuração”.

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A gestão municipal ainda comunicou que foram adotadas “medidas necessárias” para garantir que o funcionamento da escola continue, sem detalhar as ações implementadas.

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Os jovens foram encaminhados à Unidade de Atendimento Inicial (Uniai), órgão da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), no bairro da Boa Vista, no Centro do Recife. O local acolhe, de forma provisória, menores de 18 anos suspeitos de terem cometido atos infracionais.

Entenda o caso

Duas alunas de 14 anos foram vítimas de estupros coletivos dentro da sala de aula em uma escola do Cabo de Santo Agostinho, na Grande Recife (PE). A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) apreendeu os cinco adolescentes envolvidos nos crimes nessa segunda 917/8) e o caso foi encaminhado ao Ministério Público do estado (MPPE).

De acordo com a PCPE, o caso ocorreu no último dia 3, em uma escola municipal no Cabo de Santo Agostinho. Após tomar conhecimento dos fatos, a mãe de uma das vítimas acionou a polícia e contratou uma advogada especialista na defesa das mulheres, Lauanny Porto.

Conforme a advogada, uma das vítimas sofreu o estupro durante o intervalo da aula. Dentro da sala, a aluna foi surpreendida pelos agressores, que “apagaram a luz, deram uma rasteiras e socos nela” e cometeram o estupro.

Segundo a confissão da aluna à advogada, outra estudante, também de 14, relatou ter sido abusada pelos mesmos agressores. Isso aconteceu após a aluna formalizar a denúncia sobre o estupro coletivo, ocorrido em 3 de agosto.

Diante das denúncias sobre estupro, a advogada encaminhou as duas vítimas a uma das Delegacias da Mulher de Pernambuco e, posteriormente ao Instuituto Médico legal (IML) para exames.