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Mundo

Caso de menina de 11 anos morta após estupro coletivo choca a Índia

Um dos suspeitos foi morto em confronto com a polícia. Caso envolve protestos, linchamento de inocente e morte do principal suspeito

08/07/2026 12:32
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PTI
Imagem colorida de protesto na índia

O corpo de uma menina de 12 anos, moradora de Baruipur, na Índia, foi encontrado parcialmente mutilado e com sinais de agressão sexual. O desdobramento do caso envolve protestos, linchamento de inocente e morte do principal suspeito em conflito com a polícia.

A menina desapareceu na noite de sãbado (4/7) após ir visitar uma amiga. Na manhã de domingo (5/7), o corpo foi encontrado em um lago. A autópsia confirmou agressão sexual e morte subsequente por afogamento, sugerindo que a criança estava viva quando foi jogada no lago.

Familiares e moradores locais fizeram um protesto exigindo a punição imediata para o acusado. Eles bloquearam uma linha férrea, queimaram pneus e fizeram protesto utilizando o corpo da jovem. Após o fim do protesto, o corpo foi entregue às autoridades.

O ministro-chefe de Bengala Ocidental, Suvendu Adhikari, afirmou que ninguém ficará impune pelo crime e que serão tomadas medidas contra cerca de 200 pessoas identificadas que supostamente vandalizaram propriedades públicas, danificaram viaturas policiais e trilhos ferroviários durante o protesto .

Um jovem, chamado Indranath Tanti, foi linchado até a morte por uma multidão e, logo em seguida, foi informado que o homem era inocente e não tinha envolvimento no crime.

Suspeitos foram presos

Nesta quarta-feira (8/7), quatro homens foram presos por ligação com o crime. Eles foram identificados como Prabhas Mandal, Anand Sardar, Dibakar Sardar e Kabir Mollah.

Prabhas, acusado de sequestrar a menina e agredi-la sexualmente antes de jogá-la em um lago, foi morto em confronto com a polícia durante a madrugada. Segundo as autoridades, ao ser levado ao local do crime para reconstituir os acontecimentos, tomou uma arma de fogo e atirou contra os policiais. Após ser atingido em troca de tiros, ele morreu em decorrência dos ferimento.

A mãe do suspeito afirmou para a imprensa local que o filho “recebeu a punição merecida” e recusou recuperar o corpo para a realização de um funeral.

Os demais presos vão responder por estupro, estupro coletivo, homicídio e adulteração dolosa de provas.