Embraer diz à Anatel que estudará eventual interferência do 5G em voos
Nos EUA, as operadoras AT&T e Verizon Communications chegaram até a adiar por duas semanas a inauguração da nova tecnologia

Nesta semana, companhias aéreas dos Estados Unidos emitiram mais um alerta sobre eventuais riscos de segurança, causados pelo 5G, aos sistemas de aeronaves. Diante disso, a fabricante brasileira de aviões Embraer informou à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que vai realizar estudos sobre interferências da nova tecnologia nos sistemas de aviação do país em breve.
Nos EUA, as operadoras AT&T e Verizon Communications chegaram até a adiar por duas semanas a inauguração do novo serviço de 5G.
No Brasil, a Anatel não prevê qualquer alteração nos prazos de implantação da tecnologia, mas alerta que o assunto já vem sendo monitorado desde o ano passado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Os problemas de interferência nos aviões são de cunho técnico. A Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) recomenda uma separação de 200 MHz entre entre os serviços de radionavegação aeronáutica. Nos EUA, optaram por utilizar uma faixa com distância curta – de 3,7 GHz a 3,98 GH -, o que vem preocupado autoridades.
Já no Brasil, a distância é ainda maior e mais segura – 3,3 GHz a 3,7 GHz. Portanto, a avaliação é de que o risco de haver alguma interferência é mínimo.
Tudo conectado
A tecnologia representa um salto gigantesco para uma nova forma de uso da internet móvel. A proposta é tornar tudo conectado, como celulares, carros, geladeiras, máquinas de lavar e câmeras de segurança, entre outros eletrônicos, fazendo deslanchar a chamada Internet das Coisas. A base do sistema é uma velocidade muito maior para downloads e uploads.












