Coletor menstrual espacial leva Brasil à final de prêmio de robótica

Projeto foi desenvolvido por alunos do de colégio do RJ. Eles desenvolveram um coletor menstrual espacial

atualizado 16/05/2019 15:14

Projeto desenvolvido por alunos de robótica do Colégio Liceu Franco-Brasileiro, no Rio de Janeiro, é finalista do prêmio Global Innovation, da organização norte-americana FIRST. Os alunos estão entre os 20 melhores colocados das 40 mil equipes de 74 países que participaram do torneio FIRST LEGO League na temporada 2018/2019.

O prêmio será anunciado no dia 2 de junho em San José, Califórnia, nos Estados Unidos. O ganhador vai levar para casa U$ 20 mil (cerca de R$ 80 mil). Outras duas equipes finalistas receberão U$ 5 mil (R$ 20 mil), cada. Caso os estudantes cariocas ganhem, o dinheiro deverá ser investido no desenvolvimento do projeto ou em atividades relacionadas à robótica.

O projeto foi desenvolvido a partir do tema “Em Órbita”, anunciado pela FIRST. A partir daí, os alunos constataram que, para participar de uma missão espacial, cada mulher levava, em média, 3.600 absorventes.

“Hoje elas levam 1.100 pílulas anticoncepcionais“, conta Mariana Araújo, 15 anos, do 1º ano e membro da equipe Francodroid. “Mas muita mulher não pode tomá-las ou utilizar qualquer outro método, então elas ficam impossibilitadas de se tornarem astronautas”, completa.

Os alunos então desenvolveram o CosmoCup, um coletor menstrual espacial. Considerando a gravidade, o reservatório pessoal impede que o sangue se espalhe pela aeronave. Entre os benefícios estão a praticidade, a inexistência de possíveis efeitos colaterais hormonais pelo uso de pílulas que impedem o ciclo menstrual e o fato de ser mais higiênico que absorventes.

Vaquinha
Em meio a empolgação com a seleção para o Global Innovation Award, os alunos se mobilizam e estão fazendo uma vaquinha para bancar a viagem para os Estados Unidos. Como finalistas, eles foram convidados a participar de uma série de atividades associadas à inovação na Califórnia.

A vaquinha também colabora para a equipe participar do Festival SESI de Robótica, em março. Os estudantes se classificaram para o torneio internacional de robótica do Líbano, que será realizado em junho. A solução foi fazer uma vaquinha virtual.

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