GDF lança edital para fornecimento de Wi-Fi gratuito em 112 pontos

As empresas interessadas têm 30 dias, a partir da publicação do edital, para elaborar as propostas. Não haverá ônus ao governo

Felipe Menezes/MetrópolesFelipe Menezes/Metrópoles

atualizado 28/02/2019 10:00

A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação lançou edital para fornecimento de internet gratuita por meio de sinal Wi-Fi em pelo menos 112 pontos do Distrito Federal. A ideia de é que o sinal chegue a hospitais, Unidades de Pronto Atendimento (Upas), terminais rodoviários, feiras e estações do metrô, além de outros locais com circulação de pessoas. O programa foi batizado de Wi-Fi Social DF.

A pasta abriu o credenciamento para empresas que queiram celebrar contrato administrativo por um período de 60 meses, que pode ser prorrogado. Não haverá ônus para o Governo do Distrito Federal (GDF) e, em troca, poderá ser explorada a publicidade digital e presencial por meio das placas e postes destinados ao Wi-Fi. Os usuários terão disponibilidade ao serviço de internet por, no mínimo, 30 minutos.

O número de pontos pode aumentar em razão do interesse das empresas e de solicitações de outros órgãos públicos, como administrações regionais e parques.

As interessadas podem apresentar as propostas pessoalmente na sede da secretaria, na Asa Norte, a partir de 30 dias após a publicação do edital, que ocorreu nessa terça-feira (26/2). Os projetos serão analisados em 20 dias. Será aceita, inclusive, participação de consórcios, desde que atendidas as exigências legais.

De acordo com o edital, não há exclusividade. “Podem ser duas pessoas jurídicas explorando o mesmo ponto, por exemplo”, explicou o titular da secretaria, Gilvam Máximo

A expectativa da equipe da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação é de que o projeto comece a funcionar em 50 dias no terminal. No Parque da Cidade, 1 mil pessoas poderão se conectar ao mesmo tempo.

Sinal Livre
Não é a primeira proposta do GDF de implantar Wi-Fi grátis em locais públicos. Entretanto, iniciativa anterior que contemplava o Parque da Cidade e a Rodoviária do Plano Piloto, por exemplo, não agradou a população por não funcionar direito. Divulgado em 2013 pelo então governador Agnelo Queiroz (PT), o serviço custou R$ 26,7 milhões com a contratação de equipamentos, infraestrutura, manutenção, suporte e demais serviços.

Em 2016, o Tribunal de Contas do DF (TCDF) reprovou o Projeto Rede Metropolitana Sem Fio, conhecido como Sinal Livre. Em inspeção, o corpo técnico do órgão encontrou diversas falhas, dificuldade de acesso e risco de desperdício de recursos públicos investidos no projeto. De acordo com a secretaria, os equipamentos comprados naquela época poderão ser reutilizados.

Confira abaixo a lista com os locais contemplados pelo edital:

Reprodução/DODF

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