CGU: se Master corrompeu servidor, cabe aplicação da Lei Anticorrupção. Veja vídeo

Ministro da Controladoria-Geral da União afirmou que o órgão acompanha e supervisiona a investigação interna do BC sobre o Caso Master

atualizado

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Reprodução/TV Senado
Ministro da CGU Vinícius Marques de Carvalho na CPMI do INSS - Metrópoles
1 de 1 Ministro da CGU Vinícius Marques de Carvalho na CPMI do INSS - Metrópoles - Foto: Reprodução/TV Senado

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius Marques de Carvalho, afirmou, nesta quinta-feira (12/2), que, se houver servidores públicos federais envolvidos no escândalo financeiro do Banco Master, o órgão pode abrir processo com base na Lei Anticorrupção.

Carvalho também disse que a CGU acompanha e supervisiona a investigação interna do Banco Central (BC) sobre o caso.

“Nessa situação específica, se houver servidores públicos federais envolvidos em qualquer tipo de ato de corrupção — tanto os servidores do BC como os de outros ministérios e outras empresas estatais —, a CGU tem a função de processar e até condenar, e avocar esses casos, se achar. A outra função que a CGU tem é aplicar a Lei Anticorrupção”, declarou no “Bom dia, ministro”.

O ministro explicou que, no caso do Master, se for identificado qualquer indício de que o banco pagou propina ou corrompeu algum servidor, além de fraudar processos de fiscalização para além do já identificado pelo BC, a CGU pode atuar com base na Lei Anticorrupção.

O Banco Central instaurou uma investigação interna, uma sindicância para avaliar a conduta de servidores do banco, de ex-diretores. Essa investigação pode se transformar em um processo disciplinar que pode gerar uma punição para esses servidores, inclusive a demissão. O papel da CGU é acompanhar e supervisionar essas investigações”, afirmou Carvalho.

Irregularidades começaram em gestões anteriores

Durante a entrevista, o ministro também afirmou que tanto as fraudes relacionadas ao Master quanto os descontos indevidos de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começaram em governos que, segundo ele, não detectavam corrupção.

Carvalho comparou o combate à corrupção a uma cidade que possui ou não um aparelho de ressonância magnética. Segundo ele, uma cidade com o equipamento detecta e trata a doença. Sem ele, não há diagnóstico.

“O governo do presidente Lula é o governo em que tem ressonância magnética, é o governo em que as pessoas podem ter certeza que a CGU faz o seu trabalho, a Polícia Federal faz o seu trabalho, a Receita Federal faz o seu trabalho e todos os órgãos responsáveis por controle, fiscalização e investigação fazem o seu trabalho”, disse.

O ministro também afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não politiza o tema da corrupção, ao contrário do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“É melhor um presidente que não politiza o tema da corrupção, como o presidente Lula não politiza e deixa as instituições trabalharem, do que um presidente que fala de corrupção todo dia como a gente tinha no Brasil e não fazia nada, não enfrentava o tema na verdade”, concluiu.

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