Cerca de 35 milhões de animais são traficados anualmente no Brasil, diz TV

A reportagem acompanhou a rotina de um dos maiores traficantes de animais do Brasil, relatando a venda e entrega dos bichos

atualizado 10/08/2020 10:53

naja zoológico de BrasíliaIvan Mattos/Zoológico de Brasília/Reprodução

Cerca de 35 milhões de animais silvestres são traficados e vendidos ilegalmente por ano em todo território brasileiro. O dado foi exposto pelo Fantástico, que acompanhou a rotina de um dos maiores traficantes do Brasil, Daniel Assunção.

Segundo a reportagem, a internet é a plataforma mais utilizada para venda desses animais. No caso de Daniel, ele expunha abertamente que era um “grande” traficante dos silvestres e se orgulhava disso.

Apesar de se dizer apaixonado pela fauna, ele acumulava multas por domesticar os bichos. Em uma delas, mostrada pela reportagem, ele devia R$36 milhões pela apreensão de animais pela Polícia Federal, mas pouco se preocupou com a penalização.

“Você vai pagar essa multa?”, perguntou, o jornalista. “Nunca. Eu nem tenho condições, não tenho nada no meu nome, e nem faço questão também”, alegou. Além de traficante, o homem foi condenado por homicídio e pegou pena de 17 anos pelo crime, do qual já respondeu por 11 anos e 4 meses em regime fechado. Atualmente, ele segue em regime aberto.

A equipe acompanhou o criminoso por oito meses. O contato foi feito pela rede social, n qual Dener disse que gostaria de fazer um documentário sobre o tráfico de animais e Daniel aceitou prontamente. Logo no início, foi registrada a entrega de mico-leões-dourados dentro de uma caixa de papelão.

“Olha aí rapazeada. Para quem gosta, temos mico-leão-dourado”, disse, Daniel, em uma gravação para os compradores, enquanto mostrava os animais engaiolados. “Eu te encontro na estação do metrô, na catraca mesmo”, comentou o traficante, em seguida, enquanto combinava a entrega dos animais encaixotados aos interessados.

Segundo o jornalista, os animais são entregues em lugares públicos, como estações do metrô e no meio da rua, para amenizar a desconfiança. “Para o traficante de animais, o bicho não passa de uma mercadoria”, explicou, Dener.

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