Censo: SC supera SP e se consolida como principal destino migratório

Entre 2017 e 2022, Santa Catarina recebeu 354 mil pessoas, conforme dados do IBGE. Já São Paulo teve saldo negativo de -90 mil pessoas

atualizado

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Balneário Camboriú
1 de 1 Balneário Camboriú - Foto: Getty Images

Conforme dados do Censo Demográfico 2022, 36,9% dos brasileiros vivem fora da cidade em que nasceram e 14,3% residem em estados diferentes dos de nascimento. Análise divulgada na manhã desta sexta-feira (27/6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) traz que, entre 2017 e 2022, Santa Catarina (SC) teve um ganho populacional de 354 mil pessoas, um aumento de 4,66% na sua população total.

O estado catarinense foi o que apresentou maior saldo migratório e maior taxa líquida de migração em 2022. Confira estados com maiores saldos migratórios:

Para o IBGE, o fenômeno marca uma mudança histórica, já que São Paulo mantinha o maior saldo, anteriormente. Dessa vez, no entanto, o estado paulista apresentou saldo migratório negativo de -90 mil pessoas, com taxa líquida de -0,2%.

Essa é a primeira vez, desde o início da série histórica, em 1991, que São Paulo registra um resultado negativo, nesse quesito. Apesar disso, o estado segue sendo o principal centro migratório do país – ele recebeu 736 mil imigrantes e perdeu 826 mil, entre 2017 e 2022, os maiores contingentes do Brasil.


Regiões

O Brasil tem 19,2 milhões de pessoas vivendo fora da região onde nasceram:

  • Mais da metade (54%) são nordestinos – cerca de 10,4 milhões saíram do Nordeste.
  • Dos nordestinos que migraram, 65,5% (6,8 milhões) foram para o Sudeste, mostrando que essa região ainda atrai muitos migrantes do Nordeste.

Onde as pessoas ficam e onde vão:

  • Nordeste e Sul são as regiões onde mais gente nasceu e permaneceu (96,6% e 91,9%, respectivamente).
  • Centro-Oeste tem a maior proporção de imigrantes (26% vieram de outras regiões), sendo a que menos retém seus naturais (apenas 73,4% ainda moram lá).
  • Norte está recebendo menos migrantes de outras regiões, mas mais estrangeiros (0,9% em 2022, contra 0,2% em 2010).

Movimentos recentes:

  • Sudeste tem 9,5 milhões de migrantes, sendo 71,5% nordestinos.
  • Nordeste tem poucos imigrantes, mas a maioria (66,4%) veio do Sudeste – possivelmente, nordestinos retornando com familiares.
  • Sul recebe mais gente do Sudeste (49,5%), mas o número de migrantes do Norte triplicou (de 3% em 2010 para 9,8% em 2022).

Paraíba tem primeiro saldo positivo

Em relação aos estados nordestinos, destaca-se a Paraíba, que apresentou taxa líquida de migração de 0,78% em decorrência de um saldo migratório positivo de 31 mil indivíduos. Esse resultado representa o primeiro saldo positivo observado no estado desde 1991 e é relevante por ser o único estado na região a registrar taxa positiva no ano de 2022.

O saldo migratório positivo da Paraíba foi impulsionado pelos fluxos oriundos de São Paulo (22,3%) e Rio de Janeiro (20,0%), que para o IBGE, está ligada ao movimento de retorno, assim como de pernambuco (20,4%), refletindo a interconexão entre os dois estados, especialmente na dinâmica econômica e nas relações de mercado de trabalho.

Rio teve o maior saldo negativo

O Rio de Janeiro registrou o maior saldo migratório negativo do Brasil, evidenciando um expressivo contingente de emigrantes, cuja destinação ocorre predominantemente dentro da própria região.

Dentre esses fluxos, destacaram-se os deslocamentos para os estados vizinhos: São Paulo (21,4%), Minas Gerais (17,7%) e Espírito Santo (7,3%). Foi o primeiro saldo negativo do estado desde 1991, quando o indicador começou a ser pesquisado.

O Distrito Federal, por sua vez, apresentou o segundo maior saldo negativo, direcionando a Goiás um percentual significativo de seus emigrantes (48,5%), seguido por fluxos menores para Minas Gerais (7,5%) e Bahia (6,6%).

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