Celso de Mello: “Sem um Judiciário independente não haverá liberdade”

Magistrado disse que é preciso reprimir "injunções marginais e ofensivas ao postulado da separação de poderes"

atualizado 26/05/2020 17:49

Em sessão virtual da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (26/05), o ministro Celso de Mello fez um discurso sobre a importância da independência do Poder Judiciário na manutenção da democracia e da liberdade. O magistrado é relator do inquérito que apura se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir na Polícia Federal, conforme acusação do ex-ministro Sergio Moro.

“Entendo, senhora presidente, que sem um Poder Judiciário independente, que repele injunções marginais e ofensivas ao postulado da separação de poderes e que buscam muitas vezes ilegitimamente controlar a atuação dos juízes e dos tribunais, jamais haverá cidadãos livres nem regime político fiel aos princípios e valores que consagram o primado da democracia”, disse o ministro Celso de Mello, segundo registro do portal G1.

“Sem um Poder Judiciário independente não haverá liberdade nem democracia”, resumiu.

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A presidente, no caso, era a ministra Carmen Lúcia, que havia iniciado a sessão dizendo que “sem o Judiciário, não há o império da lei, mas a lei do mais forte”.

E, no fim de semana, o presidente Jair Bolsonaro usou suas contas nas redes sociais para reclamar da divulgação de vídeo da reunião ministerial realizada em 22 de abril. Em post sucinto, ele reproduziu o artigo 28 da Lei de Abuso de Autoridade, no que foi interpretado como um ataque a Celso de Mello.

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