Castro exonera presidente do Rioprevidência após operação da PF

Presidente do RioPrevidência, Deivis Marcon Antunes deixou o Brasil com destino aos Estados Unidos

atualizado

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Deivis Marcon Antunes, diretor-presidente da Rioprevidência
1 de 1 Deivis Marcon Antunes, diretor-presidente da Rioprevidência - Foto: Divulgação

O governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PL), exonerou, nesta sexta-feira (23/1), o presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, após a Polícia Federal deflagrar uma operação para apurar investimentos de alto risco com recursos do fundo responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões a servidores públicos inativos do Rio de Janeiro. A decisão saiu no Diário Oficial.

Deivis já havia entregado uma carta de renúncia após a ação da PF. Desde o dia 15, ele está fora do país, em viagem aos Estados Unidos. Durante a operação, investigadores estiveram em sua residência, mas, diante da ausência do presidente, precisaram acessar o imóvel pulando o muro. Foram apreendidos veículos de luxo, dinheiro em espécie, aparelhos eletrônicos e documentos.

A Operação Barco de Papel investiga diretores do Rioprevidência por operações envolvendo o Banco Master. Segundo a PF, entre novembro de 2023 e julho de 2024, o fundo aplicou cerca de R$ 970 milhões em Letras Financeiras emitidas pelo banco.

Além de Deivis, são investigados o diretor de Investimentos, Eucherio Lerner Rodrigues, e o ex-gerente de investimentos Pedro Pinheiro Guerra Leal.

O Rioprevidência é a autarquia responsável por gerir aposentadorias e pensões de mais de 235 mil servidores estaduais.

Master fez R$ 150 milhões virar R$ 17 milhões no RioPrevidência

O Banco Master aplicou R$ 150 milhões do RioPrevidência em um único ativo de alto risco: ações da Ambipar, uma empresa brasileira que atua na área ambiental, especialmente em gestão de resíduos, resposta a emergências ambientais e serviços de sustentabilidade.

O aporte foi feito por meio do fundo Texas I, administrado pelo próprio banco, que concentra praticamente toda a carteira na empresa. A estratégia ignorou princípios básicos de diversificação para recursos previdenciários de servidores públicos.

Com a desvalorização dos papéis, o investimento despencou. Os R$ 150 milhões viraram cerca de R$ 17 milhões após a Ambipar entrar em recuperação judicial. O prejuízo chega a R$ 133 milhões e expõe a fragilidade da gestão dos recursos do fundo de previdência do estado do Rio de Janeiro.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) investiga suspeitas de manipulação de mercado. Segundo as apurações, investidores teriam atuado em conluio para inflar artificialmente o valor das ações da Ambipar, que chegaram a subir 800% em apenas três meses. A valorização teria sido usada como garantia em negócios bilionários com estatais.

Além do risco financeiro, o caso levanta suspeitas políticas. O RioPrevidência é controlado por indicações do União Brasil, partido que comanda cargos-chave no fundo.

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