
Mirelle PinheiroColunas

Presidente do Rioprevidência deixou o Brasil antes de operação da PF
Nesta sexta (23/1), a casa de Deivis Marcon Antunes foi alvo de operação. Os investigadores tiveram de pular o muro para acessar o imóvel
atualizado
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Alvo de operação da Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (23/1), o presidente do RioPrevidência, Deivis Marcon Antunes (foto em destaque), deixou o Brasil com destino aos Estados Unidos da América (EUA) neste mês.
Antunes é investigado no âmbito da Operação Barco de Papel, que apura investimentos de alto risco feitos com recursos do fundo responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de cerca de 235 mil servidores públicos inativos do Estado do Rio de Janeiro.
Durante a ação desta sexta (23), investigadores da PF estiveram na casa do presidente do RioPrevidência, localizada em Botafogo, na Zona Sul do Rio. No entanto, com a ausência de Deivis, os investigadores precisaram pular o muro da casa para conseguir acessar o imóvel.
Também foram alvos Eucherio Lerner Rodrigues, ex-diretor de Investimentos do fundo, e Pedro Pinheiro Guerra Leal, que ocupou o cargo de diretor de Investimentos interino. Além dos endereços residenciais, agentes da PF estiveram na sede do Rioprevidência, no Centro do Rio.
“Risco elevado”
A operação investiga nove operações financeiras realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de cerca de R$ 970 milhões do Rioprevidência em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master.
Segundo a Polícia Federal, os investimentos expuseram o patrimônio da autarquia a “risco elevado”, incompatível com a finalidade previdenciária do fundo.
Os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e têm como objetivo reunir documentos, registros financeiros e comunicações internas que indiquem como as operações foram estruturadas, autorizadas e mantidas.
