Castro diz que irá à CPI e apresentará dados sobre segurança no RJ
Ex-governador teve convocação aprovada pelo colegiado. Ele será questionado sobre o avanço do crime no estado e as relações com o Master
atualizado
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O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) confirmou que irá à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado. Procurada pelo Metrópoles, a equipe do político afirmou, nesta quarta-feira (1/4), que ele pretende apresentar no colegiado os números da segurança pública no RJ no período de sua gestão.
“Castro pretende levar à CPI o resultado de ações adotadas, que reduziram os números da criminalidade no RJ, com destaque para a Operação Contenção, uma das principais frentes de combate à expansão territorial de facções e milícias”, disse em nota.
Durante o mandato, Castro foi criticado pela oposição por algumas ações na área. Uma delas foi a Operação Contenção.
Autorizada pelo então governador, em outubro do ano passado, ela entrou para a história como a mais letal do país. Moradores dos complexos do Alemão e da Penha e organizações de direitos humanos chamaram a ação de “chacina” e enfileiraram corpos com sinais de execução na favela.
“A ida a Brasília também reforça o posicionamento de Castro no debate nacional sobre segurança pública, onde tem defendido endurecimento das leis, atuação firme das polícias e enfrentamento sem concessões às organizações criminosas”, acrescenta Castro.
Convocação
Nessa terça-feira (31/7), a CPI aprovou a convocação de Castro e do ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB). Ambos haviam sido convidados anteriormente para comparecer, mas não foram.
Castro também deve ser questionado sobre a fraude financeira do Banco Master.
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou que o depoimento do ex-governador fluminense proporcionará à CPI permitirá “investigar as falhas e os gargalos institucionais que dificultam o combate à lavagem de dinheiro e à asfixia financeira do crime organizado, bem como a capilaridade da infiltração de criminosos no aparato estatal”.
O ex-governador foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) à inelegibilidade por abuso de poder político e econômico em um caso que envolve a contratação de servidores públicos sem transparência.






