Caso Samylle: PCRS investiga outros familiares na morte da menina
O tio da menina, de 22 anos, está preso. Polícia do Rio Grande do Sul deverá concluir as investigações em até 10 dias

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul tem 10 dias para concluir a investigação sobre o assassinato de Samylle Valentina Borba Ramiro, de 4 anos, em Porto Alegre. A menina foi agredida até a morte na segunda-feira (17/8).
O tio da menina, Nicolas Gabriel Almeida Staubus, 22, foi preso nesta semana após confessar a violência.
Além do homem, outras pessoas da família podem ser consideradas suspeitas de participar das agressões, segundo a delegada Alice Fernandes, responsável pelo caso.
O atestado de óbito confirmou a causa da morte da criança como politraumatismo, ou seja, múltiplas lesões traumáticas em várias regiões do corpo.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasNicolas Gabriel foi detido após ele e a companheira levarem a menina já morta, com manchas roxas e lesões, a uma unidade de saúde. Eles tentaram fugir em seguida, e o homem acabou preso.
Segundo a delegada, além das agressões, a hipótese de violência sexual contra a criança não é descartada e será confirmada ou descartada depois do resultado do laudo do Instituto Médico-Legal (IML).
A Polícia Civil informou que tentará concluir o inquérito no prazo estabelecido, mas que poderá pedir prorrogação caso seja necessário.
Entenda
- Menina Samylle, de 4 anos, foi levada à UPA pelos tios.
- Ela estava morta e com marcas de agressões pelo corpo.
- Casal fugiu após deixar o corpo da criança no local.
- O tio da menina foi encontrado pela polícia e preso.
- Exame constatou agressão e causa da morte de Samylle.
- Polícia não descarta o envolvimento de outros parentes na violência.
Chegou morta em UPA
Samylle deu entrada na UPA Bom Jesus, na zona leste de Porto Alegre, na madrugada de segunda-feira (17/8). A criança estava morta e com manchas roxas pelo corpo, que indicavam uma possível agressão.
Os tios, que haviam deixado a criança no hospital, fugiram após ouvir que uma das médicas acionou a polícia. Dias depois, a tia de Samylle se apresentou à polícia.
Em depoimento, ela contou que havia chegado do trabalho na madrugada de segunda, quando encontrou a menina saindo do banho. Nesse momento, ela percebeu que a criança tinha lesões pelo corpo e questionou o companheiro, com quem acabou discutindo.
De acordo com a delegada, depois da discussão, Samylle foi para o quarto. Algum tempo depois, a tia passou pelo cômodo e encontrou a menina deitada na cama, espumando pela boca. Neste momento, ela teria sido levada ao hospital.
Samylle morava com os tios e era acompanhada pelo Conselho Tutelar. A menina e a irmã, de 9 anos, foram afastadas da convivência com os pais em 2025, após suspeitas de violência sexual.









