Caso Moïse: família desiste de assumir quiosques após ganhar concessão
Família de congolês recebeu a concessão dos quiosques até 2030, mas, segundo procurador da OAB, desistiu por medo de represálias

Rio de Janeiro – Os familiares do congolês Moïse Kabagambe, congolês morto em 24/1, após ter sido espancado na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, desistiram de assumir a concessão dos quiosques onde o crime aconteceu.
De acordo com o jornal O Globo, o procurador da comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, Rodrigo Mondego, explicou que o motivo da desistência da família foi medo. “A família não quer mais aqueles quiosques depois que o dono disse que não sairia. Estão com medo”, afirmou o procurador ao O Globo.
A concessão dos quiosques Biruta e Tropicália foi feita pela prefeitura do Rio na última segunda-feira (07/02). Na ocasião, o prefeito Eduardo Paes e o secretário de Fazenda e Planejamento, Pedro Paulo, formalizaram a entrega da concessão que iria valer até o ano de 2030.
Segundo o advogado, a família de Moïse quer discutir outras alternativas com a prefeitura da cidade. Ainda de acordo com Modengo, eles aceitariam assumir outro quiosque em local diferente da cidade.

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