Caso Kathlen: policial diz que bandido também usava fuzil em tiroteio

Designer foi morta com tiro de fuzil no tórax em confronto em rua da zona norte; arma de alto calibre também era usada por polícia

atualizado 10/06/2021 18:19

Aline Massuca/Metrópoles

Rio de Janeiro – O cabo da PM Marcos Felipe da Silva Salviano disse em depoimento na Delegacia de Homicídios da Capital que trocou tiros com quatro bandidos, todos armados, um deles portando fuzil, por volta das 14h10, na terça-feira (8/6).

A designer Kathlen Romeu, grávida de 14 semanas, foi atingida por uma bala perdida de fuzil que atingiu o tórax. No depoimento, Salviano alegou que deu cinco tiros e outro policial, identificado como Frias, efetuou mais dois disparos. Vinte e uma armas usadas pelos agentes foram entregues à Polícia Civil para saber se o tiro partiu de uma delas.

Lotados na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), o policial informou que os criminosos ao perceberem a chegada da guarnição começaram a atirar e fugiram. Os bandidos abandonaram drogas, munição, carregador de fuzil e pistola.

Salviano alegou que reconheceu dois criminosos, Peruquinha e Trem, que estaria com o fuzil e usava uma camisa vermelha. Outras equipes da UPP também tentaram cercar os bandidos. O policial afirmou que logo depois da fuga dos bandidos, ouviu gritaria, e viu uma mulher caída que ajudou a socorrer para o hospital.

A família acusa a polícia pela morte da jovem. Nesta sexta-feira, às 10 horas, a avó Sayonara, que estava com Kathlen na hora do crime, vai prestar depoimento na Delegacia de Homicídios.

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