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Brasil

Caso Isabelle Caracristi: após morte, namorado vetou família em prédio

Um dia após a morte de Isabelle, o namorado dela não atendeu às ligações da sogra nem comunicou nenhum parente sobre a tragédia

23/09/2026 14:55, atualizado 23/09/2026 15:28
Reprodução / Redes sociais
Isabelle Caracristi

A Polícia Civil do Ceará (PCCE) revelou que João Munhoz Neto voltou ao apartamento para procurar o celular da namorada Isabelle Caracristi, de 22 anos, e proibiu a entrada da família dela no prédio, um dia após a tragédia. Segundo a corporação, o namorado da jovem está preso e pode ser alvo de três indiciamentos.

O fato foi divulgado em coletiva de imprensa, nesta quarta-feira (23/9), sobre a morte de Isabelle. Ela foi encontrada morta em 13 de setembro, no pátio do Condomínio La Piazza, edifício residencial onde morava com João.

“O que aconteceu nos dias seguintes também nos levantou um alerta muito grande. Ele (João) compareceu ao imóvel para procurar o celular da Isabelle, proibiu a entrada da família no condomínio e falou para o administrador que não era para permitir a entrada de qualquer familiar. Ele desativou o perfil nas redes sociais e também não atendeu às ligações”, contou o delegado-geral da PCCE, Márcio Gutiérrez.

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A jovem tinha 22 anos
Isabelle foi encontrada morta no pátio do condomínio onde morava
João Munhoz Neto, namorado da estudante de direito
Isabelle Caracristi
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Isabelle Caracristi

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A jovem tinha 22 anos
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A jovem tinha 22 anos

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Isabelle foi encontrada morta no pátio do condomínio onde morava
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Isabelle foi encontrada morta no pátio do condomínio onde morava

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João Munhoz Neto, namorado da estudante de direito
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João Munhoz Neto, namorado da estudante de direito

Reprodução/Redes Sociais

Segundo o delegado-geral, um dia após a morte de Isabelle, João não respondeu nem atendeu às ligações da sogra, tampouco comunicou os parentes dela sobre a tragédia. Os familiares só foram saber do ocorrido pela manhã, quando o corpo já havia sido encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML).

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Conforme indica a PCCE, depois da morte de Isabelle, João tentou procurar o celular dela, que foi destruído quando ela caiu do terraço. Além da proibição dos parentes no condomínio, o namorado da jovem ordenou uma limpeza e tentou vender o apartamento.

Gutiérrez enfatizou que os fatos que vieram à tona podem ser tratados como obstrução de provas em um possível indiciamento de João. Atualmente, a polícia trabalha com três possibilidades de indiciamento contra o namorado de Isabelle: indução ao suicídio, obstrução de prova e abuso psicológico.

“Tudo isso nos deu as condições de representar pela prisão preventiva dele, principalmente para assegurar e preservar a investigação criminal”, explicou o delegado.

Polícia sustenta versão de morte por suicídio

No decorrer da coletiva, delegados e peritos sustentaram a versão de que Isabelle morreu por suicídio, apesar de não descartar nenhuma hipótese de investigação no momento.

Ao justificar a causa da morte como suicídio, o delegado-geral da PCCE, Márcio Gutiérrez, informou que, com base nos depoimentos de testemunhas e imagens de câmeras de segurança do condomínio, Isabelle teria ido sozinha para o terraço no 23º andar, de onde teria se jogado.

Questionado sobre uma câmera que estaria instalada no terraço, o chamado rooftop do condomínio, e que teria registrado a tragédia, Gutierrez destacou que não havia “nenhum tipo de câmera” no local.