Caso Daiane: áudios expõem desavenças entre síndico e corretora. Ouça
Antes de cometer o crime e esconder o corpo da corretora Daiane na mata, o síndico avisou à irmã dela que as relações estavam cortadas
atualizado
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O síndico Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, que confessou matar a corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, em Caldas Novas (GO), afirmou que “proibiu” diálogo com ela dias antes do crime. Nesta quarta-feira (5/2), a irmã da corretora, Fernanda Alves, enviou um áudio ao Metrópoles, no qual o síndico diz que nunca mais conversaria com Daiane, após registros de ocorrências contra ele.
Daiane estava desaparecida desde 17 de dezembro. O síndico Cleber escondeu o corpo de Daiane em uma área de mata, em Caldas Novas, por mais de 43 dias.
Durante a convivência turbulenta com Daiane, o síndico do prédio cortava serviços essenciais do apartamento dela, como água, energia elétrica, gás e internet, o que fez ela recorrer à polícia.
Após a corretora registrar mais uma das diversas denúncias contra o síndico, Cleber reclamou com a irmã dela, Fernanda, sobre o comportamento da corretora, que, segundo ele, causava “constrangimentos” em funcionários e moradores, e não era mais possível a convivência. Foi nesta ocasião que ele mencionou que não mais falaria com a mulher.
“Hoje, eu fui chamado à delegacia para poder esclarecer alguns fatos lá, que ela (Daiane) foi lá na delegacia fazer algumas alegações. Com isso, as portas, que já estavam fechadas para ela, agora, eu tranquei. Então, aqui não tem mais relacionamento com ela. Eu não tenho diálogo com ela, nunca mais terei, então não tem hipótese de eu conviver com ela”, disse à irmã de Daiane.
Entenda o caso Daiane
- Daiane havia sido vista pela última vez na noite de 17 de dezembro, quando desceu ao subsolo do seu prédio, no bairro Termal, para verificar um problema de corte de energia no apartamento dela.
- Apesar dos esforços da polícia, nenhum rastro da vítima foi encontrado depois do desaparecimento. Dias após o ocorrido, surge um vídeo de Daiane na data em que sumiu, tentando resolver um problema de energia.
- O vídeo mostra a porta do elevador se abrindo no subsolo e Daiane saindo. A partir desse momento, não houve mais registros da mulher até a localização de seu corpo.
- Após 43 dias de desaparecimento, o síndico Cleber confessou o crime. Ele levou a polícia ao local onde havia deixado o corpo, em uma área de mata, em Ipameri, às margens da GO-213, a cerca de 15 km de Caldas Novas.
Após o crime, Cleber confessou matar Daiane após uma discussão no subsolo do prédio, em 17 de dezembro de 2025, data em que a corretora foi vista pela última vez. Ele disse que, após o crime, colocou o corpo na carroceria da picape e deixou o condomínio.
O síndico teria isentado os moradores da taxa do condomínio, como uma “regalia” para que eles não oferecessem quaisquer eventuais provas sobre o envolvimento dele e a relação conturbada com Daiane.
Segundo a Polícia Civil de Goiás (PCGO), o embate entre os dois envolveu uma disputa pela administração dos apartamentos que a família de Daiane tem no condomínio, que são seis.
Síndico e filho presos; causa da morte foi tiro na cabeça
O síndico e o filho, Maicon Douglas, foram presos em 28 de janeiro, após o agravo de suspeita contra os dois. A Polícia Civil continua investigando o caso e aguarda o resultado do laudo da perícia técnica, que poderá esclarecer a dinâmica do crime.
Segundo o atestado de óbito, um tiro na cabeça foi confirmado como a causa da morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza. O documento detalha que um “traumatismo cranioencefálico” provocado por “projéteis de arma de fogo” causou a morte.
O advogado da família pedirá à polícia para que interrogue os moradores do condomínio novamente, tendo em vista a possibilidade do barulho dos tiros, em uma suposta ocasião na qual a vítima teria sido assassinada no prédio.
